Em estado grave, bebê espera vaga para cirurgia no coração


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A família da pequena Analicy Vitória dos Santos Lima, de apenas sete dias, tem passado por momentos de desespero. O bebê nasceu na Santa Casa de Franca, no último dia 28 de fevereiro, com uma doença grave no coração. Sem condições de operar Analicy, a Santa Casa pediu uma vaga com urgência ao Estado para que ela seja transferida para um hospital especializado. Até o final da tarde desta terça-feira, 6, a criança ainda aguardava na fila em uma UTI.

Segundo o pai de Analicy, o autônomo Leandro dos Santos Lima, 29, desde o nascimento o bebê apresentou problemas. “Ela nasceu e no decorrer do dia eles deram ela para amamentar. A enfermeira notou que ela ficou ‘roxinha’ no colo da mãe. Ela pegou o bebê e saiu correndo. Depois passaram para a gente o que era o problema”, disse o pai.

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Segundo a Santa Casa, os exames levaram ao diagnóstico de cardiopatia congênita cianótica, um problema na estrutura do coração. “Devido à gravidade do caso, foi inserido na CROSS (Centro de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) a fim de encaminhar para serviço de referência em cirurgia cardíaca pediátrica”, disse o hospital através de nota de imprensa.
De acordo com o diretor clínico da Santa Casa, o médico Ciro Botto, “enquanto a vaga não é disponibilizada pela Central de Regulação, a equipe médica do hospital mantém o bebê com medicamentos que estabilizam seu quadro e garantem um estado provisório; porém, é um caso grave com necessidade de intervenção cirúrgica.”

“A gente está em desespero”, desabafou o pai, em entrevista ao GCN, na porta da Santa Casa.

Analicy nasceu de 40 semanas de parto normal com 2,2 quilos. Leandro procurou a Defensoria Pública na manhã desta terça-feira, 6, para buscar ajuda judicial para conseguir a vaga para a filha.

No final da tarde, a Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela central de regulação de vagas, o caso já está encaminhado. “A Central de Regulação de Vagas e Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) esclarece que, tão logo recebeu o pedido da Santa Casa de Franca, iniciou imediatamente a busca por vaga em serviço de referência para que a paciente seja transferida o mais rápido possível. A paciente segue sendo assistida na unidade de saúde em que se encontra com monitoramento constante dos médicos sobre a evolução de seu quadro de saúde, com a finalidade de viabilizar a transferência para um hospital especializado”, disse em nota sem previsão de transferência.

A Secretaria de Saúde ressaltou que a transferência não depende apenas da vaga aberta. “É importante ressaltar que para a regulação dos casos de cardiopatia congênita para os quais há indicação médica de cirurgia, não basta a disponibilidade de vagas para realizar a transferência. É necessário que o paciente apresente condições clínicas de ser transferido, com quadro estável e livre de infecções, por exemplo.”


O pai Leandro dos Santos segunda celular com a foto da filha. 

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