O domingo em Franca foi de tristeza e desespero. O acidente que tirou a vida de três jovens e deixou outros dois hospitalizados encerrou a noite que deveria ser apenas de comemoração pela aprovação de um dos estudantes em vestibular de medicina. Eduardo Brandão e Henrique Pini Maniglia, ambos de 18 anos, e João Moura Mattos Nogueira, de 19, são as vítimas fatais dessa tragédia que enlutou Franca. Eduardo Águila Raymundo, de 19, e Gustavo Nascimento Ribeiro, 18, sobreviveram e estão internados desde a madrugada deste domingo, logo após o acidente.
A fatalidade aconteceu por volta de meia-noite, na avenida Doutor Armando Salles Oliveira, no Parque Universitário. Minutos antes, os jovens estavam reunidos numa festa no Residencial Paraíso, na casa do médico Fernando César Raymundo, pai de Eduardo, celebrando a aprovação do jovem em Medicina, na PUC. Era um dia de festa. Os jovens, que eram amigos desde os tempos do colegial, estavam alegres. Estavam todos no mesmo momento da vida, celebrando o ingresso ou os primeiros meses na faculdade tão sonhada, e traçavam planos para os próximos anos.
A felicidade transformou-se em pavor após os cinco amigos saírem de carro da residência. Eles tinham ido juntos, como sempre costumavam andar, buscar o veículo de um sexto jovem, que ficou esperando na festa. Como estavam demorando para retornar, Fernando César Raymundo ligou para o filho. Eduardo não atendeu, o que deixou seu pai preocupado. Fernando, então, rastreou o celular do jovem e conseguiu informações de sua localização. Em seguida, falou com o coronel aposentado da Polícia Militar, João Brandão Júnior, pai do outro jovem que estava com seu filho, Eduardo. Ambos se dirigiram ao local apontado pelo celular. Fernando deparou-se com a BMW completamente destruída e as vítimas no veículo. Eduardo Brandão e Henrique já estava mortos. Eduardo Raymundo, Gustavo e João foram socorridos até hospitais da cidade. O último, minutos após dar entrada e passar por atendimento, não resistiu e também morreu.
O acidente
De acordo com informações preliminares da polícia, as vítimas seguiam pela via quando, por motivos ainda desconhecidos, em um trecho com curva, Henrique perdeu o controle da BMW e bateu na guia. Depois do impacto, o carro avançou pelo barranco, bateu várias vezes no chão, passou por eucaliptos, atingiu um alambrado e invadiu um pasto. Depois disso, o carro continuou desgovernado e, metros adiante, bateu mais vezes, e só parou em outra propriedade, do lado oposto à avenida. A BMW ficou completamente destruída. As polícias Civil e Militar estiveram no local e acionaram peritos do IC (Instituto de Criminalística). Pelo que foi inicialmente apurado, Henrique era o condutor. O passageiro que estava ao seu lado ficou gravemente ferido e não resistiu. Não se sabe ainda se era Eduardo Brandão ou João. O terceiro jovem que morreu, ainda segundo a hipótese trabalhada pela polícia, estaria do lado esquerdo da BMW, atrás do motorista, a parte do carro mais atingida. Os outros dois que sobreviveram estariam sentados um no
meio do banco e, o outro, do lado direito, atrás do passageiro.
Ontem, a perícia retornou ao local do acidente para fazer os levantamentos de praxe. Os profissionais foram acompanhados pelo delegado Dalmo Mateus Polo, que será o responsável por investigar a tragédia. Um laudo com as causas das mortes e como foi o acidente será expedido em até 30 dias.
COMO FOI O ACIDENTE
A reportagem do Comércio da Franca percorreu, na tarde de ontem, a avenida Armando Salles Oliveira, no Parque Universitário, local do acidente que vitimou os jovens
A avenida Armando Salles Oliveira foi percorrida ontem pela reportagem do Comércio, na tentativa de refazer o percurso dos jovens para tentar explicar como ocorreu a tragédia. Após vários metros e uma curva, foi possível chegar à pista onde aconteceu o acidente. Mais adiante, estava o barranco onde as vítimas bateram. Na frente, há um pedaço quebrado da guia no final da via e, perto de eucaliptos, um alambrado destruído e um extenso pasto. Nada além.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.