Deus nos plantou aqui com a sua graça e nos alimenta com a sua Palavra e o objetivo que devemos ter é “produzir frutos” com o sabor de Deus e da nossa conversão.
Primeira Leitura: Isaías 5: A vinha é uma lavoura muito vasta e bem cuidada na qual são plantadas as videiras, e estas são as plantas que produzem a uva com a qual se fabrica o vinho. A leitura de hoje nos apresenta a história de uma vinha. Isaías faz de conta que é amigo de um agricultor que tem uma vinha à qual o dono aprecia muito. O lugar onde ele a plantou é um dos mais privilegiados.
Passam-se dois anos, chega o tempo da primeira vindima e eis que há decepção muito grande: o tão apreciado vinhedo produziu somente uva ácida, amarga, intragável. Os frutos que o senhor esperava são as obras que Deus esperava encontrar no seu povo; a fidelidade à aliança, a justiça social, o amor ao pobre, ao órfão, à viúva. E o que, ao invés, recolheu? Pecados, infidelidade, gritos de pessoas oprimidas e exploradas, mentiras nos tribunais, ódio, derramamento de sangue. Há pessoas que têm profunda convicção de terem uma fé muito sólida. O que ela produzem, porém, tem somente a aparência das obras da fé.
Segunda Leitura: Filipenses 4: Nos primeiros versículos da leitura de hoje, Paulo afirma que nada pode destruir a paz e a alegria de um cristão, nada pode lhe causar angústia, se ele permanece unido a Deus na oração. Na segunda parte ele apresenta uma lista de virtudes humanas que os cristãos devem cultivar na própria vida; trata-se daquelas qualidades e daquelas atitudes que no mundo inteiro são apreciadas e valorizadas.
Evangelho: Mateus 21: No trecho de hoje Jesus fala de uma vinha. A cena, porém, é muito diferente. Mudam os personagens. A vinha, ademais, não é infecunda: produz, dá frutos. São outros que criam problemas. A conclusão também é diferente: não há o abandono, a devastação, mas um novo começo, uma intervenção de salvação, a substituição dos operários ineficientes.
A conclusão da parábola é positiva. A custódia da vinha por outros trabalhadores não é um gesto de despeito ou de vingança por parte do senhor indignado. É uma obra de amor e de salvação que com certeza trará benefícios para todos. A rejeição a Jesus foi uma bênção para todos... porque Deus transforma em sucesso também o fracasso e sabe extrair coisas maravilhosas até do pecado do homem.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.