Atitudes e não palavras


| Tempo de leitura: 2 min
Com a graça de Deus estamos vivendo mais um domingo e a Palavra proclamada na Eucaristia faz um grande convite a todos nós: ter atitudes coerentes com a nossa fala. 
 
Primeira Leitura: Ezequiel 18: As primeiras palavras da leitura de hoje parecem mesmo se referir aos comentários que o Senhor escutou: “Vós dizeis: não está certo o modo de agir do Senhor. Escutai então: Não está certa a minha conduta ou não esta certa a vossa”? O profeta se encontra no exílio e com ele vivem os israelitas deportados para Babilônia depois da destruição de Jerusalém. A estas perguntas os exilados respondem: A culpa é dos pecados dos nossos pais. 
Nós também podemos passar pela tentação de atribuir a outros a culpa pela nossa situação: eu sou preguiçoso, não tenho vontade de trabalhar, sou um corrupto, me embebedo... porque meus pais, porque meus amigos, porque o meu filho...
A leitura termina com uma mensagem muito confortante: é verdade que a nossa vida, com frequência, fica condicionada por escolhas erradas que foram feitas no passado, mas é possível livrar-se desta pesada herança. Deus está sempre disposto a ajudar aqueles que, renunciando ao mal praticado, querem reconstituir a própria vida.
 
Segunda Leitura: Filipenses 2: A comunidade de Filipos era excelente e Paulo se orgulhava disso. Entretanto, havia em Filipos o problema da inveja entre os cristãos. Com muita delicadeza para não magoar seus amigos, Paulo também destina umas palavras para este problema. Nada deveis fazer diz ele por espírito de egoísmo ou para mostrar superioridade sobre os demais: mas cada um, com toda humildade, considere os outros superiores a si, não procure o próprio interesse, mas o dos outros. 
 
Evangelho: Mateus 21: A parábola faz entrar em cena três personagens: um pai e dois filhos. O pai mandou os dois filhos trabalharem na sua vinha. O primeiro respondeu logo, com entusiasmo: “Sim, vou correndo imediatamente!” O segundo, pelo contrário, resmungou: “Ah, eu não tenho vontade”.
O Mestre continua a sua história: O primeiro filho era muito forte... de papo. Ele disse: “Sim, sim”, mas a seguir nada fez, enquanto o segundo pensou melhor, arrependeu-se pela resposta dada ao pai, e foi trabalhar na vinha. A sua consciência de ser pobre, fraco, frágil, produz nele a predisposição para receber por primeiro o dom de Deus. Em seguida... o outro irmão seguirá o mesmo caminho.
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br 

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