Quantas vezes quase desanimamos com a luta da vida, com as pessoas e até com Deus. A Palavra de Deus vem fazer um grande esclarecimento o cristão pode desanimar? Meditemos um pouco.
Primeira Leitura: Jeremias 20: É raro encontrar na Bíblia expressões de desespero tão violentas como as que encontramos na leitura de hoje. São de Jeremias, o profeta que confiou em Deus, que acreditou nele e que obteve, como resultado, somente dissabores, contrariedades, perseguições. Agora ele não aguenta mais, reclama do fracasso da sua missão e se queixa com o Senhor. No seu desespero chega ao ponto de exclamar: “Não pensarei mais em Deus! Não quero mais pronunciar o seu nome!”
Mas o Senhor já tinha acendido no seu coração um fogo tão ardente que de forma alguma podia ser apagado. Não obstante o atroz sofrimento, não pode deixar de continuar a desenvolver a sua missão. A experiência de Jeremias se repete em todas as pessoas que se deixam seduzir por Deus e aceitam cumprir uma grande missão na sua vida.
Segunda Leitura: Romanos 12: Qual o interesse que Deus pode ter com nossas celebrações litúrgicas se não forem acompanhadas por obras de caridade? Deus quer obras de amor, não práticas de culto. Se as nossas liturgias não forem a celebração de uma vida de amor, a nossa religião é completamente vazia, sem conteúdo, simples exterioridade, formalismo inútil.
Evangelho: Mateus 16: No domingo passado Pedro proferiu uma maravilhosa profissão de fé em Cristo. A primeira parte do Evangelho de hoje Jesus afirma que está para subir a Jerusalém, não para tomar o poder, mas para dar a vida. Ao ouvir estas palavras Pedro começa a se agitar, não consegue aceitar a ideia de que o Messias possa ser humilhado. Esta primeira parte do Evangelho é um chamado a repensar o nosso modo de sermos cristãos.
Na segunda parte do Evangelho Jesus apresenta as condições para segui-lo. Ele já disse que o discípulo não é superior ao Mestre, e ele escolhe o caminho da cruz, do dom de si. O seu seguidor não pode esperar para si um caminho diferente. Ao cristão se pede para não pensar nem um pouco no próprio prazer ou no próprio interesse, nem mesmo o espiritual.
O seu olhar está voltado exclusivamente para as necessidades do irmão. Ele age por pura gratuidade e se alegra ao ver a própria vida sendo transformada em doação.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
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