O caminho que a Palavra de Deus proclamada nas missas deste domingo, é o da simplicidade de coração. Só os simples experimentam quem é Deus. Aprendamos a lição do Pai misericordioso.
Primeira Leitura: Zacarias 9: Quando o profeta pronuncia as palavras contidas na leitura de hoje, Israel não é nem mesmo uma nação independente; não está em guerra com ninguém, mas é povo colonizado, explorado e oprimido por potências estrangeiras. Nesta situação é chamado para alegrar-se muito, a regozijar-se. Mas como é possível? Porque responde o profeta o sofrimento está para chegar ao fim. O Messias prometido está para chegar. Ele será um rei justo e vitorioso. Com esta profecia Zacarias inverte o conceito de rei: não é ele que é servido, mas os outros é que estão no centro das suas atenções. Não são os fracos que lhe são submissos, é ele que se põe a serviço deles. A sua força é aquela que os homens consideram fraqueza.
Segunda Leitura: Romanos 8: Todos os homens morrem. Jesus também, sendo um homem como nós, morreu, tinha que morrer. Ele, porém ressuscitou. Como? O que fez ressuscitar? Na leitura deste domingo Paulo diz que isto aconteceu porque ele tinha em si o espírito de Deus, isto é, a vida de Deus em plenitude. A vida do homem tem um começo e um fim, mas a vida de Deus não pode acabar. Jesus que possuía em plenitude a vida de Deus não podia permanecer para sempre em poder da morte.
Evangelho: Mateus 11: No começo da sua vida pública, ao longo do lago da Galiléia, Jesus despertou bastante entusiasmo, obteve um notável sucesso. Depois começaram as oposições dos inimigos. O seus próprios familiares observa o Evangelho não acreditavam mais nele. Os ricos e os letrados praticamente sempre o ignoraram. Com ele permaneceu somente um diminuto grupo de seguidores, pertencentes às classes mais pobres e desprezadas da sociedade judaica. Diante de um balanço ele se alegra e agradece ao Pai por tudo o que aconteceu. A exclamação solene que abre o Evangelho de hoje, é uma das raríssimas orações de Jesus, narradas pelos Evangelhos: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequenos”. Os pobres, os humildes, os marginalizados foram os primeiros a aceitar a sua palavra de libertação. É normal que aconteça assim, porque são eles que sentem a necessidade da salvação, que têm fome e sede de justiça, que choram que vivem na tristeza e esperam que Deus intervenha para alçar-lhes a cabeça e dar-lhes alegria. São bem-aventurados porque para eles o Reino chegou. Jesus depois acrescenta: este fato entra no projeto de Deus.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
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