Amontoado de madeiras com pregos expostos, pisos quebrados, latas e sacolas plásticas com água, caçamba cheia de entulho. Este cenário perfeito para a criação do mosquito da dengue e de animais peçonhentos está instalado há meses no pátio da creche “Frei Luiz Egea Sainz”, onde 85 crianças de até cinco anos passam o dia.
A creche fica na Adhemar de Barros, no Riviera. Há um ano, passa por obras de reforma. Pais das crianças denunciaram que a construtora não retira entulhos que sobram da construção. Os materiais estão jogados no pátio, onde ficava o parquinho.
Aparentemente, o único cuidado tomado foi a instalação de chapas de zinco, que impedem o acesso das crianças ao pátio. “Nossos filhos não têm acesso ao local, mas escorpiões e aranhas que se escondem nas madeiras podem entrar nos locais onde as crianças ficam. O risco é grande”, disse a dona-de-casa, Cristina Ferreira Fidalgo, mãe de duas crianças da creche.
Ela afirma que os entulhos abandonados no pátio não levam perigo apenas às crianças. “Os funcionários da creche, os pedreiros e também os vizinhos estão correndo perigo. Meu filho já pegou dengue. A Prefeitura orienta a população a acabar com criadouros do mosquito, mas não toma providências para acabar com esta vergonha”. Cristina disse que procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência, mas não conseguiu. “O policial me disse que era preciso esperar acontecer alguma coisa primeiro”.
O dono da construtora, Paulo Costa, disse que as reclamações não procedem. “Isolamos a parte usada pelas crianças. Lá não tem bicho e não prejudica a creche, não”. Disse que vai retirar os entulhos esta semana. A Prefeitura informou que a Vigilância vai averiguar a situação.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.