A Palavra de Deus neste domingo nos apresenta Jesus que começa a se despedir dos seus apóstolos e discípulos, entretanto, oferece-lhes uma segurança. Qual? O evangelho vai responder.
Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 8: Durante os primeiros cinco ou seis anos após a morte de Jesus a Igreja não se amplia para além da cidade de Jerusalém. Os cristãos perseguidos então fogem de Jerusalém e se dispersam por todas as cidades de Israel. Como se comportam estes fugitivos? Onde quer que cheguem anunciam aos irmãos judeus, que encontravam, a Boa Nova da ressurreição de Cristo. A partir deste momento a Igreja deixa de estar ligada exclusivamente ao povo de Israel e começa a abrir-se aos outros povos, aos que não são descendentes de Abraão.
Segunda Leitura: 1ª Carta de Pedro 3: Pedro exorta os cristãos para não desanimarem diante da perseguição que começou e que, com maior ou menor violência, vai durar mais ou menos 250 anos. O que fazer em situações semelhantes? Antes de mais nada deve-se sentir o Cristo perto de si “no próprio coração”. Não é contra os discípulos que se desencadeou o ódio, mas contra o Senhor. Além do mais os cristãos devem sempre estar preparados para responder a todos os que lhes perguntarem o motivo da esperança que os anima.
Evangelho: João 14: O Evangelho de hoje é a continuação daquele do domingo passado. Os discípulos entenderam que Jesus está prestes a deixa-los, estão entristecidos e se perguntaram como lhes será possível permanecer unidos a ele e continuar amando-o, se ele vai embora. Jesus promete não deixa-los sós, sem proteção e sem guia. Diz-lhes que pedirá ao Pai para lhes enviar o seu Espírito que permanecerá para sempre com eles. No Evangelho de hoje o Espírito recebe e dois nomes. É chamado Paráclito e Espírito da Verdade.
O primeiro título, Paráclito, atribuído ao Espírito é, portanto, o de “protetor dos discípulos” que estão atravessando momentos difíceis. O segundo título é o Espírito da verdade. Significa duas coisas: A “verdade”, para o evangelista João, indica o próprio Deus que se manifesta em Jesus. O segundo significado diz respeito às novidades introduzidas pelo Espírito. Ele tem a missão de introduzir o discípulo na descoberta de toda a verdade. Não dirá nada de novo ou contra Jesus, ajudará somente a descobrir até o fundo, até as últimas consequências, a mensagem de Cristo.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
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