Na liturgia do segundo domingo da Páscoa, Jesus consolida as provas da ressurreição com suas aparições e envia os discípulos em missão.
Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 2: A primeira leitura de todos os domingos da Páscoa é tirada dos Atos dos Apóstolos. O trecho de hoje nos apresenta a vida da comunidade de Jerusalém e nos descreve as suas características.
Os pilares sobre os quais se rege estão expostos nos dois primeiros versículos da leitura: fidelidade à catequese dos apóstolos, comunhão de bens, a celebração semanal da Eucaristia (chamada “o partir do pão”) , oração em comum e os sinais extraordinários.
Segunda leitura: Iª Carta de Pedro 1: Esta carta foi escrita numa época bastante difícil para as comunidades cristãs. No trecho deste domingo o autor os convida a refletir sobre a nova vida que Deus lhes infundiu no Batismo. Esta vida não pode ser experimentada com os sentidos, mas nem por isso ela é menos verdadeira.
Da consciência de ter recebido um do magnifico surgem a alegria, a serenidade interior que estão presentes no íntimo de todos os cristãos também quando têm suportar perseguições e sofrimentos.
Evangelho: João 20: O trecho de hoje está claramente dividido em duas partes que correspondem às aparições do Ressuscitado. Na primeira, Jesus comunica aos apóstolos os seu Espírito e com ele lhes infunde o poder de vencer as forças do mal. Na segunda é narrado o famoso episódio de Tomé.
Os discípulos, pois, estão reunidos em casa. É esta a hora durante a qual Jesus se manifesta vivo aos discípulos. Quem não se encontra com a comunidade reunida, não encontra o Ressuscitado, não pode ouvir a sua saudação e a sua palavra, não pode receber a sua paz, não prova da sua alegria, não recebe o seu Espírito.
Vamos agora ao episódio de Tomé. Tomé foi escolhido como símbolo das dificuldades que todo discípulo encontra e encontrará sempre para acreditar na ressurreição de Jesus. Os próprios apóstolos não aderiram nem rápida nem facilmente à fé no Ressuscitado. Para eles também, portanto, a fé foi uma conquista difícil, embora o Ressuscitado lhes tivesse dado muitos sinais de que estava vivo e tinha entrado na glória do Pai.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
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