A luz do cristão


| Tempo de leitura: 2 min
O amor de Deus é tão verdadeiro na vida humana que Ele reparte o que é, conosco. A sua luz é que ilumina nossa vida. Uma vez iluminados é necessário irradiar essa mesma luz aos outros.
 
Primeira Leitura: I Samuel 16: O episódio narrado nesta leitura aconteceu cerca de 1.000 anos antes do nascimento de Cristo. O povo de Israel se encontra numa situação difícil. Os filisteus estão pressionando por todos os lados. Como reagir? A primeira coisa a ser feita , pensa-se, é escolher como chefe um homem valoroso, hábil, capaz de conduzir os soldados à vitória. Mas onde encontrar um rei com estes requisitos?
 
Certo dia o Senhor revela a Samuel quem foi escolhido para esta missão: um jovem de Belém, um membro da família de Jessé. É ele que deve ser ungido como rei. Samuel então perguntou para Jessé se não tem outros filhos, e este responde: “Sim, tenho mais um, mas é pequeno, é ainda quase uma criança, não é possível que, para uma missão tão importante”. Mas o profeta responde: “É justamente ele o escolhido!”
 
Por que Deus se comporta sempre desta maneira? A resposta se encontra no v. 7 da leitura de hoje: Deus não vê as coisas e as pessoas com olhos humanos; o homem olha as aparências, o Senhor olha o coração.
 
Segunda leitura: Efésios 5: Na Bíblia a luta entre o bem e o mal é apresentada com muita frequência com a imagem do contraste entre a luz e as trevas. Paulo escreve aos primeiros cristãos que com o batismo eles passaram do mundo das trevas para o reino da luz. Por isso devem executar as obras da luz. As obras da luz são: toda espécie de bondade, de justiça e verdade.  Paulo sugere também um método muito útil para eliminar as obras do mal: a denúncia aberta e decidida.  Estas ações vergonhosas devem ser condenadas com clareza, deve tentar justifica-las, desculpá-las ou torna-las de alguma forma aceitáveis. Esta afirmação de Paulo é um alerta para que cada cristão cumpra seu dever de denunciar com coragem e de identificar pelo nome o mal e a injustiça.
 
Evangelho: João 9: Desde os tempos mais antigos, a narrativa sobre o cego de nascença é proposta durante a Quaresma. Todos os catecúmenos podem identificar a própria história: antes do encontro com Cristo era um cego e o Mestre lhe restituiu a vista. O Evangelho nos ensina que Jesus foi enviado para trazer-nos uma água que cura esta cegueira. Narra-se, em poucas palavras, a cura feita por Jesus. O cego não recupera imediatamente a vista, deve antes ir lavar-se nas águas de Siloé e o evangelista observa que esta palavra quer dizer “enviado”. O simbolismo é evidente: o enviado do Pai é Jesus, é a sua água (aquela prometida à samaritana) que cura a cegueira do homem.
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br 

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