E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos empregados, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele.
Lucas. 15.25-28
A parábola do filho pródigo é muito famosa. É sempre comum quando estudamos esta parábola, falarmos do comportamento do filho mais moço, porém, queremos analisar o comportamento de ambos. O mais velho sempre obediente ao pai, e o mais novo, totalmente sem juízo. Um dia este rapaz mais novo, surpreende seu pai, dizendo que não aguentava mais permanecer naquela vida, e por conta disso, gostaria que o pai desse o direito da sua herança, porque ele iria aventurar-se mundo afora. Seu pai muito entristecido deu ao filho a parte que lhe cabia na herança. E como acontece geralmente com pessoas que agem desta forma, aquele rapaz partiu para uma terra longínqua e em pouco tempo gastou todo o dinheiro que recebera como herança, com noitadas, bebidas, mulheres, prostituição, “amigos”, jogos etc. Começou a passar fome, teve que ir cuidar de porcos. Aquilo foi suficiente para cair em si e lembrar que em casa tinha tudo e não deu valor. Arrependido, voltou para casa, pediu perdão e o pai o recebeu com festa.
Foi neste momento que o filho mais velho ao chegar em casa, e ver o rumor de festa, ao invés de alegrar-se, juntamente com pai, ficou extremamente irado com a maneira que o pai recebera seu irmão. Seu pai, ao ser informado que seu outro filho estava do lado de fora da casa e se recusava entrar, saiu e instou com ele para que tomasse parte naquela comemoração. Foi neste momento que disse ao seu pai: “Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado”. Seu pai com muito amor e ternura disse ao filho: “tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado”. O filho mais velho aqui representa aqueles que têm sua religião e que, exteriormente guardam os mandamentos de Deus, porém interiormente estão longe deles e dos seus propósitos para com o reino. Mostrando desprezo óbvio, o filho mais velho, se refere ao pródigo, não como irmão, mas como “este teu filho”. E diante daquela situação, o pai, assim como agiu como o filho mais moço, oferece ao filho mais velho, que também estava perdido, a graça necessária..
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão –pr.isaac@uol.com.br
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