Jaçanã


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O jaçanã  é uma ave muito comum no Brasil, onde é vista na margem de ribeirões e lagos. Tem plumagem negra com manto castanho;  bico  amarelo com lista frontal vermelha. Quando jovem, a plumagem do  jaçanã é  toda branca, com as costas marrom-acinzentadas e parte superior do pescoço e cabeça escuros. Depois a cor vai mudando. 
 
A ave se destaca pelos pés enormes para o seu tamanho, com dedos e unhas finas e compridas. Por causa dessas características, o jaçanã consegue caminhar sobre as plantas aquáticas. Na África e na Austrália, é conhecido por “Jesus bird”. Ou seja, “pássaro-jesus”. Justamente por parecer andar em cima da água. Tem outros nomes: aguapeaçoca, cafezinho, casaca-de-couro, ferrão, japiaçó e marrequinha, entre outros nomes.
 
O  jaçanã alimenta-se de insetos, grãos e pequenos invertebrados encontrados nas plantas ou debaixo delas. São avistados em casais ou em pequenos grupos. Em questão de tamanho, a fêmea se destaca, sendo maior que o macho. Elas põem até quatro ovos e formam um harém com vários parceiros.  Eles tomam conta dos ninhos e se dedicam à incubação durante 28 dias.
 
O nome jaçanã tem origem na língua tupi e significa “pássaro muito alerta”, ou “pássaro barulhento.” A ave, aparentemente sociável, costuma ter um comportamento agressivo quando ameaçada. Para defender o território, emite um som alto que parece uma risada alongada.
 
Quando pousada, estica as asas  para o alto, mostrando as penas longas.
 
A ave, que é comum em brejos e margens de rios e lagos, dá nome a um bairro famoso na cidade de São Paulo. E ficou registrada também na canção “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa. Os versos são bem conhecidos dos brasileiros: “Não posso ficar nem mais um minuto com você/ sinto muito, amor, mas não pode ser/ Moro em Jaçanã/ Se eu perder este trem/ Que sai agora/ Só amanhã de manhã”

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