Celebramos, hoje, a Epifania do Senhor. Epifania significa manifestação de Deus aos povos, ao mundo.
Primeira Leitura: Isaías 60: Para entender esta maravilhosa passagem são necessárias duas premissas: uma histórica e uma geográfica. Ao comentarmos a primeira leitura do dia de Natal, falamos dos dramáticos acontecimentos que, 587 anos antes de Cristo, provocaram a destruição de Jerusalém.
E agora a premissa geográfica: Jerusalém está construída numa montanha, de cujas encostas se formam dois vales, citados diversas vezes também nos Evangelhos: O Geena e o Cedron. Nesse contexto histórico e geográfico, eis a visão do profeta...
Esta despontando a aurora e os primeiros raios do sol iluminam a cidade. O sonho do profeta se realizou quando sobre esta cidade começou a brilhar a luz de Cristo. A partir daquele dia ela se tornou uma jovem esposa, para a qual se voltam todos os povos.
Segunda Leitura: Efésios 3: A quem se destinam a libertação e a salvação anunciadas pelos profetas e das quais Jesus falou? No-lo revela São Paulo na segunda leitura. São para todos os homens e para todas as nações. O projeto de Deus é que judeus e pagãos formem um só povo. Todas as divisões e as particularidades devem desaparecer.
A libertação acontece quando termina a separação entre os homens e Deus e quando entre os homens desaparecem a inveja, as discórdias, a guerra.
Evangelho: Mateus 2: Os magos sempre desfrutaram de muita popularidade. De há muito tempo se diz que eram reis, que eram três, que procediam, um da África, um da Ásia, um da Europa, e que eram: um branco, um amarelo, um negro. Guiados pela estrela tinham-se encontrado no mesmo ponto e depois tinham percorrido juntos o último trecho do caminho, até Belém: chamavam-se Gaspar, Melguior e Baltazar, tinham viajado no lombo de camelos e dromedários.
Os magos representam os homens do mundo inteiro, que se deixam guiar pela mensagem de paz e de amor de Cristo. Eles são a figura da Igreja, formada por povos de todas as raças, tribos, línguas, nações. Fazer parte da Igreja não quer dizer renunciar à própria identidade, não quer dizer submeter-se a uma injusta e falsa uniformidade.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral, vigário geral
segantin@comerciodafranca.com.br
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