Atualizada às 14h05
Reportagem Marcella Murari
O crime que chocou Franca ganhou um novo capítulo na manhã desta quinta-feira, 15.
O pintor Denny de Queiroz Pires, 36, assassino confesso da desempregada Ana Cláudia Abib, 40, participou de uma reconstituição do crime. Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca levaram o homem até a casa onde ele matou a mulher, no Jardim Guanabara.
Para os policiais e peritos do IC (Instituto de Criminalística), Denny deu detalhes de como matou Ana Cláudia e relatou que o homicídio aconteceu na madrugada do dia 17 de novembro. Disse que deixou a vítima deitada em um colchão, em um dos quartos da residência, "esgotando sangue até morrer".
Enquanto isso, ainda segundo o pintor, ele continuou fumando crack e dormiu. Só no dia seguinte resolveu "dar fim ao corpo".
Assim que se levantou, Denny teria tomado banho e saído. Ele contou que foi até uma loja de ferramentas, localizada na avenida Hélio Palermo, onde se apresentou com o nome de Leandro, e comprou um machado.
Ao retornar para a casa, deixou separado o dinheiro das corridas dos táxis que usaria para levar o corpo de Ana Cláudia e a carregou até a varanda.
Já do lado de fora do imóvel, que está desabitado, o assassino da desempregada forrou o chão e esquartejou o corpo, separando-o em sacos de plástico pretos. Depois, de táxi, levou até o Residencial Amazonas e, mais tarde, no distrito de Chave da Taquara, entre Cristais Paulista e Pedregulho, nas imediações de Estreito.
Quando voltou para a casa, ele ateou fogo no colchão e ainda lavou o quarto, na tentativa de não deixar vestígios.
Questionado sobre o que fez, Denny lamentou o crime e negou que tenha sido cruel. "Não tenho o poder de ressuscitar ninguém. Estou arrependido do que fiz. Ainda está tudo muito recente e, aqui, consigo lembrar de tudo. Mas não houve crueldade. Eu não tive outra saída", disse. O pintor, que já está preso, foi indiciado pelo delegado Márcio Murari, da DIG, por homicídio qualificado. O bisturi e o machado usados no crime não foram localizados.
Outro caso
A residência onde Denny matou e esquartejou Ana Cláudia já foi palco de outra tragédia. Em outubro do ano passado, a desempregada Jéssica Maura Gonçalves, de 24 anos, matou o tapeceiro Fábio Henrique Goulart, 34, com três tiros. Ele teria sido o responsável pela morte do lavrador Marcelo Rezende Machado, 34, também no Jardim Guanabara, em setembro de 2015. A jovem está em liberdade e é filha da dona do imóvel onde Ana Cláudia e Fábio foram assassinados.
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