Rei de misericórdia


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Encerrando o Ano Litúrgico celebramos a Solenidade de Cristo Rei. O seu reinado é rico em amor e misericórdia. Eis os textos sagrados reservados para nossa reflexão neste domingo: IIº Livro de Samuel 5 (Primeira Leitura), Colossenses 1 (Segunda Leitura), Lucas 22 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — IIº LIVRO DE SAMUEL 5: Davi, simples pastor, mas dono de capacidade e inteligência, força e coragem, é ungido rei pelos anciões de sua tribo. Disseram a ele: ‘entendemos que Deus o escolheu como chefe não só de tribo, mas Israel inteiro. Quando Saul reinava, tu nos conduzia contra inimigos e a vitórias nas batalhas. Considera-nos teus súditos. Somos como tua carne e teus ossos’. Por que o trecho  é escolhida para a festa de Cristo Rei? Porque é resposta de Deus a orações e expectativas de seu povo: o Messias, rei que domina de um a outro mar, desde o grande rio até os confins da terra.
 
SEGUNDA LEITURA — COLOSSENSES 1: Paulo é prisioneiro em Roma. Da Ásia Menor, recebe a visita de Apafras, apóstolo que fundou e encoraja comunidades naquela região. Suas notícias são alarmantes: cristãos deixam-se seduzir por estranhas doutrinas. Paulo escreve aos colossenses. Começa entoando hino a Cristo, celebrando sua primazia sobre a criação. Depois, proclama que Cristo é o primeiro na nova criação, porque foi o primeiro a vencer a morte e a abrir o caminho a Deus, para todos. Deus submeteu ao poder de Cristo os tronos, dominações, principados, potestades (como os colossenses designavam espíritos que lhes incutiam pavor).
 
EVANGELHO — LUCAS 22: Os israelitas esperavam um rei, rico, forte, Trono de ouro. Como Deus respondeu? No Calvário, Jesus, pregado à cruz, ao lado de dois ladrões. Sobre sua cabeça, ‘Este é o rei dos Judeus’. Estranha realeza, o contrário do que os homens imaginavam.
A inscrição proclama ‘Rei dos Judeus’ um homem derrotado, incapaz de se defender, destituído de poder. Indica então, o rei real, que aceita humilhação; que sabe que a única maneira de glorificar a Deus é descer ao último lugar e servir os pobres. O soberano que reina na cruz perturba porque nos exige mudança radical, a exemplo de perdão incondicional a quem nos prejudica.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral, vigário geral
segantin@comerciodafranca.com.br 
 

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