‘Mas onde abundou o pecado, superabundou à graça de Deus’
(Rm 5.20b)
Quando estudamos a doutrina da salvação, percebemos o quanto o amor de Deus é imensurável. Por mais que tentemos compreender a grandeza do amor de Deus, manifestado aos homens através de seu filho Jesus, acabamos por concluir que nossa mente é pequena demais para entender toda extensão desse vasto amor.
Estudando a palavra de Deus, percebemos que somente esse amor pode nos levar à verdadeira salvação. Justamente por isto, é que o apóstolo destacou que não somos salvos por nossos próprios méritos, mas sim pela graça e bondade de Deus. Por mais que nossa vida esteja complicada, do momento que nos voltamos a Deus, sua graça tem o poder de abundar sobre o pecado.
Mas, o que é graça? Graça significa favor imerecido. Ou seja, Deus, por sua bondade, concede favor a quem não fez por merecer, mas que em uma atitude de fé se propõe a mudar de vida, e seguir o autor da graça.
Por ser isto verdade, e olhando para o estilo de vida do homem moderno, sentimos na obrigação de corrigir algumas distorções apresentadas na religiosidade de muitos de nós. Todos aqueles que dizem ser cristãos, precisam ter o cuidado de não deixar que o legalismo religioso venha substituir o verdadeiro sentido do cristianismo, que tem, como fundamentos principais, o amor e a graça.
Dessa forma, quando o legalismo ocupa o lugar do amor, não há espaço para a graça. O legalismo nos faz medir as pessoas pelos seus méritos, virtudes e utilidade, conceitos que são extremamente perigosos já que nossa medida já está contaminada pelos nossos interesses e preconceitos. Por isso é que Jesus advertiu-nos para que não medíssemos as pessoas, porque seremos medidos com a mesma medida que utilizamos (Mateus 7.1-2).
Quantas vezes emitimos julgamento precipitado, insano e irresponsável a respeito das pessoas. Ouvimos falar algo sobre alguém, ou damos uma primeira olhadela em uma determinada pessoa, e já tiramos todas as conclusões.
Portamo-nos como se tivéssemos um raio-x nos olhos, capaz de ler as intenções e os sentimentos já no primeiro olhar lançado sobre o outro. Portamo-nos como se nunca errássemos, ou mentíssemos, ou falhássemos com os outros. Portamo-nos como juízes da integridade, sentados no trono do nosso egoísmo, portando o cajado de nossas perfeições e podendo, assim, emitir julgamentos precisos sobre todos e qualquer um.
Quando a graça não encontra lugar em nosso coração, a lei nos torna cegos para o amor que vem de Deus. Quando estamos cegos ao amor de Deus, não existe perdão, reconciliação, aperto de mão etc. Onde falta o amor, a tirania do egoísmo e do legalismo triunfa.
É possível que você, que lê estas linhas, já tenha sido foco de terrível juízo emitido de forma insana, irresponsável e presunçosa por outras pessoas. Há quem saia pela vida ferindo, machucando e desprezando aos outros porque estão vivendo na ausência da graça. Vida sem graça é julgar antes de conhecer, é se afastar antes de se aproximar, é permitir que a força do ódio seja mais forte que a força do amor.
Portanto, caro leitor, não vamos permitir que nossos pensamentos, palavras e ações sejam dominados por este tipo de comportamento. Deixemos fluir do nosso coração, o amor e a graça que são capazes de fazerem pontes sobre os mais profundos abismos cavados pelo ódio. Por mais caótica que seja a situação de qualquer um de nós, à medida que nos voltamos para Deus, somos alcançados pela graça de Jesus. Pense nisto. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
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