Inicialmente, o Saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Os índios devem ter criado a figura com a intenção de assustar os colonizadores portugueses que começavam a invadir as florestas. Eles queriam aterrorizar os homens brancos.
Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira. Além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura. Ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser muito moleque ele acaba causando transtornos. Faz o feijão queimar, esconde objetos dentro das casas, joga os dedais das costureiras em buracos, amarra o rabo dos cavalos em cercas , etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado quando se joga uma peneira sobre ele .Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-la em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atormentar a vida dos humanos e animais. Findo este tempo morrem e viram uma orelha de pau, que é o nome que popularmente se dá a um cogumelo venenoso em forma de orelha que nasce no tronco de algumas árvores.
Quem primeiro retratou o personagem na literatura infantil foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, ele aparece constantemente. Vive aprontando com os personagens. Com o objetivo de valorizar o folclore nacional foi criado um dia para lembrar o Saci. É o 31 de outubro. Ele compete assim com o Halloween. E tudo vira brincadeira no mundo da imaginação.
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