Neste domingo, a Palavra de Deus fala, mais uma vez, do valor da Oração. Ela é o combustível da nossa vida espiritual e da nossa ação missionária. Vamos aos textos sagrados reservados para hoje, e que tocam no assunto. São estes: Eclesiático 35 (Primeira Leitura), IIª Carta a Timóteo 4 (Segunda Leitura), Lucas 18 (Evangelho). Vamos às reflexões que podemos extrair para nossas vidas.
PRIMEIRA LEITURA — ECLESIÁSTICO 35: Nós certamente já ouvimos falar, ou passamos por alguma experiência pessoal ou vivida por amigos próximos, sobre a dificuldade de se conseguir justiça plena nos tribunais humanos.
Deus, que pronunciará o julgamento definitivo e inapelável para o homem, que espécie de juiz achamos que será? Se apiedará de nós?
Deus é justo porque se enternece diante do pobre. Quando se apresenta diante dele alguém que não tem merecimento algum para mostrar, alguém que só pode contar com suas misérias, ele se comove e sempre pronuncia uma sentença de salvação.
SEGUNDA LEITURA — IIª CARTA A TIMÓTEO 4: Poucos meses antes de morrer, Paulo, encarcerado em Roma, escreve a seu amigo Timóteo, companheiro de trabalho na obra de evangelização e na formação das primeiras comunidades cristãs.
Sente que já está se aproximando o dia em que deve deixar este mundo. Comportou-se, diz ele, como um atleta que participou ativamente das competições esportivas num estádio.
Tem aliás, certeza absoluta que agiu como eles: empregou todas as suas energias pela causa que consideou justa e certa, a causa do Evangelho. ‘Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé’.
Aos atletas que venciam as competições no estádio, era entregue uma coroa, reconhecimento público à vitória alcançada.
Paulo tem certeza absoluta que Deus lhe entregará uma também para ele, no dia em que for acolhido na morada eterna. O apostolo é o modelo ideal para todos os dirigentes de comunidades.
Mostra com que dedicação deve ser desenvolvido o ministério que lhes foi confiado.
EVANGELHO — LUCAS 18: Lendo a parábola de hoje, corremos o risco de perder o ensinamento que Jesus nos quer transmitir, porque talvez nos identifiquemos com o personagem errado.
Temos certeza de que não temos nada a aprender com o fariseu antipático, orgulhoso e vaidoso, que despreza os outros e que se julga justo, sem o ser de verdade.
Jesus não afirma que o publicano era bom e o fariseu, malvado e mentiroso. Só afirma que o primeiro foi justificado, isto é, tornou-se justo pelo poder de Deus, ao passo que o segundo voltou para sua casa como antes, com as suas boas obras, mas sem que Deus conseguisse justificá-lo. O fariseu não pede a Deus para ser justificado.
Diante de Deus, o homem sempre estará de mãos vazias. Não pode exibir nada de seu. Não possui nada que o torne digno da complacência divina. O publicano, portanto, não deve ser considerado como um modelo de vida virtuosa.
Ele é, tão somente, a imagem da única atitude certa que o homem deve assumir diante de Deus. É o pobre que sabe que só pode oferecer a Deus, seu coração. Apenas, o seu coração. O fariseu não deve renunciar à sua vida virtuosa, mas à falsa ideia que tem em sua mente a respeito de Deus.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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