Mais uma vez, a liturgia da Palavra insiste na oração. Nunca devemos nos esquecer que a oração, a espiritualidade e a fé são o combustível inesgotável para que cumpramos todas as missões que Deus nos propõe. Vamos às leituras sagradas reservadas para as celebrações eucarísticas deste domingo, e às reflexões a que nos conduzem: Òxodo 17 (Primeira Leitura), IIª Carta a Timóteo 3 (Segunda Leitura), Lucas 18 (Evangelho).
PRIMEIRA LEITURA — ÊXODO 17: Os amalecitas eram uma tribo de nômades violentos que viviam nas regiões desoladas do deserto do Sinai.
Poucos povos foram tão odiados pelos israelitas como eles. A leitura de hoje nos relata um dos primeiros combates ocorridos com esta tribo do deserto.
Diz o texto que Moisés deu ordens a Josué para atacá-los, enquanto ele, junto com Aarão e Hur, subiriam a montanha para invocar a ajuda de Deus.Aconteceu então que, enquanto Moisés estava com as mãos erguidas em oração, Josué, vencia; mas logo que, vencido pelo cansaço, as deixava cair, os amalecitas levavam a melhor.
O que nos ensina esta narrativa? Ensina que, para atingir objetivos superiores às nossas forças, precisamos orar sem cessar! Como Moisés, devemos, portanto, manter os braços sempre erguidos, até a noite, isto é, até o fim da nossa vida, sem nos deixarmos vencer pelo cansaço em qualquer tempo e qualquer circunstância.
SEGUNDA LEITURA — IIª CARTA A TIMÓTEO 3: Que princípios devemos inculcar no coração dos nossos filhos? O que ensinar-lhes? Competir ou ajudar os outros, acumular bens ou partilhar os próprios bens?
Quem descobriu o tesouro da palavra de Deus não deve guardá-lo só para si. Deve oferece-lo, compartilhar também com todos os irmãos.
Paulo suplica aos pregadores das comunidades que aproveitem todas as oportunidades para transmitir ao maior número possível de pessoas, a mensagem do Evangelho.
EVANGELHO — LUCAS 18: No evangelho de hoje, Jesus conta uma parábola. Havia uma viúva pobre que não conseguia livrar-se das opressões de uma homem malvado. Ele insistia e ela se queixava, mas o juiz que não temia a Deus e nem aos homens, não lhe dava ouvidos.
A parábola continua: durante um certo tempo o juiz iníquo não quis atender aos insistentes pedidos da viúva, mas, passado um tempo, cansado do que considerava importúnio impingido pela viúva, decidiu revolver o caso dela. Com a sua insistência, a mulher obteve o que queria: conseguiu dobrar o coração insensível do juiz.
A conclusão da parábola é essa: se o juiz malvado acabou por atender os insistentes pedidos da viúva, ‘Deus não fará justiça aos seus eleitos que de dia e de noite a ele chamam, ainda que os faça esperar muito’?
A oração autêntica, aquela que nunca deve ser interrompida, consiste em manter-se constantemente em diálogo com o Senhor.
Rezar sempre quer dizer não tomar nenhuma decisão sem antes ter conversado com ele, sem antes ter ponderado com ele qualquer acontecimento de nossa vida.
Se por um mínimo instante interrompermos este contado com Deus, se — como foi dito na primeira leitura de hoje — deixarmos cair os braços, logo soçobraremos diante de circunstâncias adversas.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catederal, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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