Os dons de Deus


| Tempo de leitura: 3 min
A Palavra de Deus deste domingo traz para a nossa reflexão um tema social com consequências na nossa fé: a administração dos bens que Deus nos confiou. Vejamos reflexões sobre, nos textos sagrados reservados para este domingo: Amós 8 (Primeira Leitura), I Timóteo 2 (Segunda Leitura), Lucas 16 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — AMÓS 8: Amós vive 750 anos antes de Cristo: Israel está no auge da prosperidade. Há, porém, um homem que não se associa ao coro dos que enaltecem a política do governo. Trata-se de Amós, um simples pastor de ovelhas, vindo de Técua, cidadezinha às margens do deserto, ao sul de Belém.
É verdade, sim, que há prosperidade e bem-estar, riquezas e luxo na nação, mas somente para alguns. Os pobres da terra são explorados e comete-se todo tipo de opressão contra os mais fracos. 
A leitura de hoje nos apresenta as denúncias e as ameaças proferidas por este profeta contra os principais responsáveis pela situação que, corajosamente, passou a denunciar. Diante das injustiças cometidas pelos malvados, diante dos pobres oprimidos que gritam de dor, o Senhor fica indignado e faz um juramento que faz tremer de medo: ‘Não esquecerei jamais nenhum dos teus atos’.
 
SEGUNDA LEITURA — I TIMÓTEO 2: Na parte da Carta a Timóteo, que nos é proposta hoje, Paulo dá algumas normas a respeito da oração nas comunidades cristãs. Recomenda que se façam preces, orações súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade. 
Destas pessoas, com efeito, depende a ordem nas nossas sociedades. Se elas não cumprirem o próprio dever, não poderemos viver uma vida calma e tranquila. O cristão não pode rezar com as mãos impuras, quer dizer, com as mãos que prejudicaram os irmãos.
 
EVANGELHO — LUCAS 16: No evangelho de hoje está mais do que uma parábola. Parece que Jesus está narrando um fato real. Um administrador é denunciado junto ao patrão como um incompetente, porque dissipa os seus bens. O patrão o manda vir à sua presença, conta-lhe o que ouviu a seu respeito, não espera qualquer explicação ou justificativa da sua administração, e o manda embora naquela mesma hora. 
O administrador se dá conta de que não tem saída: vai ficar sem salário e deve pensar no seu futuro. O administrador desonesto é esperto. Sabe que todo o seu futuro está em jogo. Ocorre-lhe uma ideia genial: convoca todos os devedores. 
A explicação é a seguinte: os administradores deviam entregar ao empresário uma determinada quantia; o que conseguissem a mais ficava com eles. Era também, da mesma forma, que também os publicanos enriqueciam com a cobrança dos impostos.
O que fez o administrador da parábola? Ao invés de se transformar em agiota dos devedores, renunciou ao que lhe cabia nos negócios. E a frase mais importante do trecho de hoje; resume todo o ensinamento da parábola: ‘Granjeai amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos’.
O que Jesus nos quer explicar é que a única maneira ‘esperta’ de utilizar os bens deste mundo é os colocar a serviço dos outros, para fazer deles nossos amigos. Serão eles que nos acolherão na vida eterna.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários