‘E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores’.
(Gênesis 37.3)
O versículo que destacamos, serve bem para ilustrar a nossa relação com o Pai Celestial. Aqui, percebemos que Jacó tinha certa preferência por José, um dos filhos da velhice. Mas, quando estudamos os fatos que envolveram esta família, concluímos que José era diferente de seus irmãos em todos os aspectos.
Por isto, seu caráter, sua devoção a Deus, sua obediência, o transformou no homem escolhido para cumprir suas promessas, e proteger todos os descendentes de Abraão. José, desde cedo, respondeu ao chamado de Deus entregando tudo, e por isto, recebeu favorecimento de seu pai. Foi lhe dado um manto que o fez se destacar dos demais.
Mas, este favorecimento da parte de seu pai lhe custou caro. Custou a José cada um dos seus relacionamentos pessoais. Trouxe a ele rejeição, desentendimento e zombaria: ‘Seus irmãos... odiaram-no’ (Gn. 37.4).
Mas, por que os irmãos de José voltaram-se contra ele? Odiaram-no porque a retidão de José os fazia lembrar do chamado de Deus que eles haviam rejeitado. José era diferente, e esta diferença o tornou odiado e invejado entre seus irmãos, a ponto de vendê-lo como escravo para o Egito.
Aqui caro leitor, aprendemos que todas as pessoas que desejarem se aproximar Deus como José, estarão sujeitas a sofrer as mesmas perseguições, mesmo dentro da própria família. Mas isto pouco importa, conquanto seja cumprido o propósito de Deus em nossas vidas.
Os setenta e cinco membros do clã de Jacó teriam perecido na grande fome de âmbito mundial, e a promessa de Israel teria sido destruída, não houvera Deus se antecipado a tudo isto.
Na verdade, cerca de vinte anos antes da fome chegar, Deus já estava colocando em ação um plano para salvar o seu povo da destruição. Ele enviou José antecipadamente ao Egito.
Por vinte anos Deus trabalhou neste homem, isolando-o, provando-o, preparando-o para uma posição de autoridade. Sendo José aquele que haveria de ser transformado no salva-vidas dos escolhidos de Deus, Ele o manteve longe do pecado, discipulado para o futuro dia de caos.
Caro leitor, saiba que, tão certo quanto Deus guardou José, Ele hoje possui homens e mulheres que estão ocultos de todos os olhos. Estes estão na fornalha das aflições e tentações. Estão mortos para este mundo, nada desejando da sua fama, honra e dos seus prazeres. E estão famintos para se tornarem mais íntimos com Cristo para conhecerem o seu coração.
Os anos passaram, e chegou o dia quando José se viu diante dos seus irmãos, e foi capacitado a dizer: ‘Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem para fazer como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e Senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito’ (Gn. 45.7-8).
José estava dizendo: ‘Deus estava por trás disto, de cada passo ao longo do caminho. Todas as dificuldades que o diabo trouxe sobre mim, Deus as tornou em bem e transformou em uma parte do seu plano eterno’. Desta forma, permita Deus que sejamos influenciados pelo exemplo de José. Deus está nos chamando. Convém que atendamos o seu chamado. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
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