Sempre em missão


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A Palavra de Deus nos encoraja a pensar no valor da fé que nos faz vencer os mais diversos obstáculos que poderiam nos desanimar. No Dia dos Pais, início da Semana Nacional da Família, pedimos a bênção de Deus para nossos pais e nossas famílias. Vamos aos textos sagrados de hoje: Jeremias 38 (Primeira Leitura), Hebreus 12 (Segunda Leitura), Lucas 12 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — JEREMIAS 38: No ano 586 a.C, Jerusalém está cercada pelo exército de Nabucodonosor, rei da Babilônia. A situação é desesperadora mas os chefes militares querem resistir, e o rei Sedecias não tem coragem de os contrariar. 
Jeremias mantém a cabeça fria. É homem de paz, consciente da inutilidade da luta armada. Sugere rendição. O rei lhe dá ouvidos mas determina que seja encarcerado e jogado em cisterna cheia de barro. É a derrota do profeta, que se sente abandonado por todos; até mesmo por Deus, que lhe prometeu proteção.
Entra em cena homem honesto e corajoso, chamado Abdemelec. É um negro que veio da Etiópia, e trabalha na corte do rei. Apresenta-se a Sedecias e diz: ‘Meu Senhor, estes homens se comportaram mal. É preciso ter coragem para dizer o que disse, contrariando personagens influentes da nação!
O rei o atende e manda tirar o profeta da cisterna. O que aconteceu com esse profeta não é fato isolado. Quem anuncia a palavra de Deus, cedo ou tarde os faz se chocarem com interesses de poderosos. São, então, perseguidos, ou até, eliminados.
 
SEGUNDA LEITURA — HEBREUS 12: Os cristãos aos quais se endereça a carta, atravessavam período difícil a ponto de serem tentados a abandonar a própria fé. A leitura compara a situação deles a competição em estádio.A meta é alcançar o ponto culminante, que é Cristo. Os discípulos devem agir seguindo o exemplo do Mestre. Como prêmio, receberão do Pai, a coroa de glória.
Na nossa vida também nos encontramos em situações semelhantes. Somos vítimas de injustiças, de abusos. Como reagir? É nestas horas que somos convocados a começar nossa luta, não contra os outros, mas contra nós mesmos. Conquistamos a vitória quando entendemos nosso modo de agir com o Mestre. Ele não responde ao mal, com o mal, e quer que os seus sigam o mesmo caminho.
 
EVANGELHO — LUCAS 12: Qual é o fogo que Jesus veio trazer à terra? Estando o mundo cheio de injustiça, violências, opressões, no tempo de Jesus pensava-se na necessidade de uma queimada purificadora. 
Não um fogo para aniquilar pecadores, mas para destruir o mal. Nossa missão cristã, hoje, é levar adiante a queimada de Cristo, fazer com que seu fogo, seu Espírito, atinja cada ser humano.
Deve-se buscar unidade, mas partindo da palavra de Deus. Paz ilusória, fundada na mentira e na injustiça, não deve ser estimulada. Devem-se provocar debates sadios, com amor e sem ofensas. 
O texto propõe avaliar, ainda, por que Jesus pergunta aos homens a razão de prestarem atenção a sinais do tempo e das chuvas, mas não saberem identificar sinais do mundo novo que surge? 
Termina com parábola. Um homem fez desaforo a outro e esse ameaça levar aquele perante o juiz. Está chegando, diz Jesus, a hora do julgamento, a aurora do mundo novo. 
Sinais do grande incêndio que renovará a face da terra são evidentes: cegos recuperam a vista, surdos ouvem, coxos andam, leprosos são curados, mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciada a boa nova (Mt 11,5); mas ainda há quem não se preocupe com nada. Serão surpreendidos.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.
 
 

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