‘Mas os homens não quiseram ouvi-lo. Então o levita mandou a sua concubina para fora, e eles a violentaram e abusaram dela a noite toda. Ao alvorecer a deixaram’.
(Juízes 19.25)
A violência sexual sempre foi e continuará sendo um dos piores tipos de pecados. Por conta disto, desde tempos remotos, Deus condena este tipo de prática. A bem da verdade, por si só, toda prática sexual fora do casamento, mesmo com o consentimento mútuo entre um homem e uma mulher, é descrito nas escrituras como pecado (adultério, fornicação, ou prostituição).
Todavia, quando uma pessoa lança mão da violência, e sem consentimento violenta sexualmente outra pessoa, está cometendo não apenas pecado, mas um crime.
Ao estudar as escrituras sagradas, percebemos que já no velho testamento, quando Deus deu a lei a seu povo, ele estabeleceu todos os princípios que deveriam normatizar a vida sexual das pessoas.
Na lei estabelecida por Deus através de Moisés, encontramos todas as práticas que Deus proibia, e entre elas (Dt. 22. 25) está escrito que se um homem coabitasse com uma mulher, e tal prática fosse sem consentimento da mesma, a ele seria aplicada a pena de morte, por se tratar de estupro.
A vítima, como não poderia ser diferente, era protegida, mas o estuprador era morto por praticar loucura entre o povo de Deus. A título de ilustração do assunto em voga, como destacamos no versículo acima, do livro de Juízes, nos capítulos 19 e 20, encontra-se registrado um triste episódio, que por pouco causou a eliminação de uma das doze tribos de Israel, a tribo de Benjamim.
Alguns homens desta tribo cometeram estupro coletivo, e tamanha fora a violência cometida contra a mulher daquele levita, que a mesma não resistiu e veio a falecer. Isto revoltou todas as demais tribos, pois os da tribo de Benjamim se recusaram a entregar os estupradores para o cumprimento da lei. Isto fez com que a nação mergulhasse em uma guerra civil e milhares de pessoas morressem em função desse conflito.
Vejam que este tipo de prática nunca foi e jamais poderá ser tolerada pela sociedade. A violência sexual, acompanhada de violência doméstica, tem sido um câncer presente em nossa sociedade atual, e isto precisa ser erradicado de nosso meio.
Justamente por isto, como servo de Deus sinto-me no dever de escrever acerca do assunto para que todos nós possamos, de alguma forma, combater este tipo de prática. É preciso saber que cada um pode ajudar, não concordando, não praticando e, acima de tudo, denunciando quando esse tipo de ação acontecer em nossa volta.
Com certeza, este tipo de prática é justamente o resultado de vida, totalmente distanciadas de Deus. A Bíblia diz que ‘O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna’. Bem fazem nossos legisladores em transformar em crime hediondo, essa prática hoje quase cotidiana.
É verdade que Deus é amor e como tal, é capaz de perdoar pessoas que se arrependam de praticar tão infame ato. No entanto, isto não significa que a pessoa não tenha que pagar pelo crime cometido.
Muito embora não sejamos defensores da pena de morte, na atual dispensação, diferente do modelo adotado por Israel no velho testamento, somos favoráveis que penas pesadas sejam aplicadas a este tipo de crime que, literalmente, afronta a pessoa humana. Quando tais coisas acontecem, danos irreparáveis se produzem nas vítimas de violência sexual. Deus ajude a nossa sociedade. Pensem nisso.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
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