A fidelidade de Deus


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Vivendo mais um domingo, neste primeiro final de semana de agosto queremos rezar pelas Vocações: hoje, a Vocação Sacerdotal. Deus é fiel e nos chama a sermos fiéis na missão de cada dia. Vejamos os ensinamentos da palavra de Deus contidas nos textos sagrados deste dia: Sabedoria 18 (Primeira Leitura), Hebreus 11 (Segunda Leitura), Lucas 12 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — SABEDORIA 18: Israel, em todos os períodos difíceis da sua história, quando se sentiu explorado e oprimido, meditou sobre seu passado e se deu conta de que o seu Deus sempre a havia protegido, que sempre a havia libertado de todas as escravidões.
Israel é um povo que gosta de lembrar. Lembra sobretudo os prodígios do Òxodo. Também nós cristãos temos um acontecimento que comemoramos todos os domingos. Nós o celebramos e o tornamos presente novamente porque nele Deus manifestou todo o seu amor e toda a sua fidelidade.
 
SEGUNDA LEITURA — HEBREUS 11: Quarenta anos depois da morte de Jesus, Jerusalém e seu maravilhoso templo são destruídos. Muitos judeus fogem e se dispersam pelo mundo. Longe da própria terra, alguns deles abraçam a fé cristã, mas sentem-se desanimados.
O capítulo 11 desta carta é dedicado à fé. Começa dizendo que ‘a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito daquilo que não se vê’. Continua, em seguida, lembrando o exemplo de muitos personagens da Bíblia, famosos pela sua fé. O trecho de hoje nos apresenta os dois mais importantes: Abraão e Sara.
Também nós, como aos judeus aos quais foi endereçada a carta, somos levados ao desânimo . Na terra inteira, na nossa pátria, nos nossos povoados, também nas nossas comunidades cristãs continuaram as lutas, as traições, as infidelidades, as ações corruptas. 
Estas são as horas nas quais a nossa fé é submetida a duras provas. Estas são as oportunidades nas quais devemos continuar acreditando, como fizeram Abraão e Sara, dando-nos por satisfeitos por ver, de vez em quando, algum sinal daquela salvação plena, que com certeza virá.
 
EVANGELHO — LUCAS 12: No trecho do evangelho de hoje Jesus começa dirigindo uma exortação aos seus discípulos: ‘Não temas, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o reino’. Eles sentem medo. Sabem que são poucos e fracos, diante de um mundo hostil. Depois, entra diretamente no assunto e responde à pergunta: como se pode ser rico diante de Deus?’ É muito simples — afirma Jesus — vendei o que possuís e dai esmolas...’
À segunda pergunta: ‘Como não ser surpreendido?’ Jesus responde com parábolas. A vida dos discípulos é, portanto, uma espera vigilante, uma permanente disponibilidade para o serviço. Mas quando virá o Senhor? Ele poderá chegar, ou melhor, ele chega a qualquer hora. É ele que bate à porta sempre que um irmão precisa de nós e nos pede socorro.
Depois, Jesus responde a Pedro, que lhe pergunta quem deve manter-se vigilante. ‘Todos — responde o Mestre — devem vigiar, mas sobretudo aqueles que na comunidade são os responsáveis por algum ministério’. ‘Há — explica ele — dois tipos de administradores: um fiel e prudente, o outro negligente e arrogante. 
Qual é a tarefa que lhes foi designada? O senhor os estabeleceu sobre os seus operários ‘para lhes dar, a seu tempo, a sua medida de trigo’. Portanto, não se lhes deu autoridade para dominar, mas para servir.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 

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