Jesus em Betânia


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Da mesma forma que Jesus visitou a casa de Marta, Maria e Lázaro em Betânia, também quer visitar a casa do nosso coração e ensinar o que é tão importante na nossa vida. Vamos aos textos sagrados reservados para este domingo, e refletir sobre os ensinamentos que contêm: Gênesis 18 (Primeira Leitura), Colossenses 1 (Segunda Leitura), Lucas 10 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — GÊNESIS 18: A característica da verdadeira hospitalidade é o desinteresse. No povo de Israel, dois personagens bíblicos são apresentados como modelos: Jó e Abraão. 
Do primeiro se diz que mandou construir uma casa com quatro portas, de modo que os pobres não tivessem qualquer dificuldade de encontrar a entrada. Abraão é considerado não só como o pai da fé, mas também é lembrado como exemplo de solícita hospitalidade.
Sentando na entrada da sua tenda, estava ele descansando durante a hora mais quente do dia quando, ao levantar os olhos, viu três homens de pé diante dele. Foi-lhes ao encontro, mandou buscar água para que pudessem refrescar os pés e fez que se sentassem à sombra de uma árvore. 
Correu para a tenda de Sara e lhe disse: ‘depressa, prepara alguns pães!’ Deus ficou muito satisfeito com a hospitalidade de Abraão. Para lhe demonstrar o quanto lhe foi agradável, concedeu-lhe o maior favor que ele podia desejar: deu-lhe um filho.
 
SEGUNDA LEITURA — COLOSSENSES 1: Quando o apóstolo Paulo escreve esta carta, encontra-se na prisão em Roma e já está bem velho. Poucos trabalharam tanto como ele. 
No trecho de hoje ele diz que, não obstante todos os sofrimentos pelos quais passou, sente-se imediatamente feliz porque sabe ter dedicado a sua vida inteira à causa do Evangelho. 
Por meio dele, Cristo continuou a sua obra: tornou-se presente no meio dos homens e lhes ofereceu o seu amor.
Só falta agora ao apóstolo, empregar as últimas forças que ainda lhe restam mas ainda complementamente determinado, instruir todos os homens, em toda a sabedoria, para torná-los homens perfeitos em Cristo.
 
EVANGELHO — LUCAS 10: Lucas gosta de apresentar Jesus sentando à mesa na casa de alguém. O Senhor aceitava os convites de todos. Os dos ‘justos’, dos fariseus e os dos publicanos e ‘pecadores’. Na passagem de hoje o encontramos na casa de duas irmãs.
Marta, a mais velha, se envolve imediatamente nas suas tarefas. A sua sensibilidade feminina lhe diz que um copo de vinho e um bom prato de carne saborosa, servidos com carinho, mostram mais do que qualquer conversa mole, todo o afeto que se queira demonstar a uma pessoa, especialmente alguém que, em visita, se senta à mesa.  
Maria, a mais nova, ao invés de colaborar nas lides da cozinha, prefere ficar tranquilamente sentada, escutando as palavras de Jesus. É neste ponto que começa grande  discussão entre as duas irmãs, e que acaba envolvendo também o hóspede presente.
Marta não é censurada porque trabalha, mas porque fica agitada, ansiosa, preocupada, inquietando-se por tantas coisas. 
Maria é elogiada sim, mas não porque é uma preguiçosa, mas porque faz de conta que não se importa com o trabalho que deve ser feito na cozinha. Jesus ensina que a coisa mais importante, que merece prioridade total, se quisermos que a nossa atividade não se reduza a uma ‘agitação’, é ‘a escuta da Palavra’.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 

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