Neste dia dedicado ao Senhor, a Palavra de Deus suscita no nosso coração um grande dever cristão: ter compaixão daqueles que passam situações difíceis durante a vida. Vamos às leituras que tratam do assunto neste domingo: Deuteronômio 30 (Primeira Leitura), Colossenses 1 (Segunda Leitura), Lucas 10 (Evangelho).
PRIMEIRA LEITURA — DEUTERONÔMIO 30: Qual é o caminho que nos conduz ao conhecimento da vontade de Deus? Os cristãos têm um guia seguro: o Evangelho. Dedicam-se à sua leitura, meditam-no, rezam, e nesses momentos de reflexão, Deus lhes revela o seu projeto e a sua vontade.
O Deuteronômio nos aponta outro caminho para descobrir a vontade de Deus: um método muito simples e ao alcance de todos: escutar o próprio coração. Diz a leitura: o mandamento do Senhor não está longe do homem; não está oculto no céu; não está além do mar; está muito perto. Está na boca e no coração de cada um. O que Deus quer de nós é a mesma coisa que o nosso coração solicita. A lei de Deus nasce da nossa própria natureza humana.
SEGUNDA LEITURA — COLOSSENSES 1: Paulo está prisioneiro em Roma e, da Ásia Menor, chega para visitá-lo, Epafras, o apóstolo que fundou, mantém e encoraja diversas comunidades daquela região. As notícias que porta são alarmantes. Os cristãos se deixaram seduzir por estranhas doutrinas. Paulo, então, escreve aos colossenses e lhes recomenda divulgar sua carta também nas comunidades vizinhas.
Começa entoando hino a Cristo. Celebra a primazia de Cristo sobre toda a criação. Na segunda, proclama que Cristo é também o primeiro na nova criação, porque ele foi primeiro a vencer a morte e a abrir para todos o caminho para Deus. Este submeteu ao poder de Cristo os Tronos, as Dominações, os Principados, as Potestades (este eram os nomes com os quais os colossenses designavam os misteriosos espíritos que lhes incutiam tanto pavor).
EVANGELHO — LUCAS 10: Começa apresentando-nos não um samaritano, mas um judeu, não um pecador, mas um justo. Certo dia um doutor da lei pergunta a Jesus: O que devo fazer para conquistar a vida eterna? O doutor da lei tem mais uma dúvida: ‘Quem é o meu próximo?
Um homem — assim conta Jesus —, caiu nas mãos dos salteadores que o despojaram e, depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto. Casualmente, desciam pelo mesmo caminho um sacerdote e um levita (os levitas eram os sacristães do templo). Eram, portanto, dois judeus, pessoas boas, pessoas que rezavam e tinha conhecimentos sólidos sobre Deus e sobre religião.
O que fizeram o sacerdote e o levita da parábola? ‘Desceram pelo mesmo caminho, viram, mas passaram adiante, do outro lado da estrada’. Tinham-se tornado insensíveis, incapazes de pôr em prática os sentimentos de Deus: a compaixão pelo necessitado.
Eis que aparece o segundo candidato para o exame prático: um samaritano. O Evangelho descreve com uma série de verbos o que ele faz quando passa perto do homem ferido: ‘viu-o, moveu-se de compaixão, aproximou-se, atou-lhe as feridas derramando nelas azeite e vinho. Em seguida, colocou-o sobre sua própria montaria, levou-o a uma hospedaria e tratou dele’. Diante da necessidade de um homem, ele sentiu no coração, o sentimento de Deus: a compaixão.
Jesus não dá nota para o samaritano. As últimas palavras de Jesus ao doutor da lei resumem a mensagem da parábola: ‘vai e faze tu o mesmo! Faze de quem está perto de ti, o teu próximo’, e terás como herança a vida!
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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