Perdão infinito


| Tempo de leitura: 3 min
Com a graça de Deus estamos vivendo outro domingo: o dia do Senhor. Ele nos fala, através das leituras da missa, que tanto nos ama a ponto de oferecer sempre o seu coração misericordioso para nos salvar. Vamos aos textos sagrados de hoje: 2º Livro de Samuel 12 (Primeira Leitura), Gálatas 2 (Segunda Leitura), Lucas 7 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — 2º LIVRO DE SAMUEL12: Davi não era um santinho, era homem violento e vingativo. Entre seus muitos pecados, o narrado na leitura de hoje não é o mais grave, mas o mais conhecido: o adultério com Betsabé e, para ocultar sua malvadeza, o assassinato do marido dela, Urias o hiteu.
Ao tomar conhecimento do crime cometido pelo rei, o profeta Natã, amigo da família, foi visitá-lo e, fingindo não saber o que tinha acontecido, começa a contar a famosa história da ovelha pequenina. Davi acompanha com muita atenção a narrativa. No fim, indignado contra aquele que roubou e matou a ovelhinha do vizinho, declara: ‘O homem que fez isso, merece a morte!’
Natã, dedo em riste, aponta Davi e exclama: ‘Tu és este homem!’. O profeta prevê que na família de Davi nunca acabarão os ódios, as lutas, as violências, o sangue derramado. Essas últimas palavras devem ser bem interpretadas. Não é Deus que desperta ódios familiares para castigar o pecado. É o próprio pecado que provoca desastres.
 
SEGUNDA LEITURA — GÁLATAS 2: Uma das ideias mais arraigadas na cabeça de cristãos, também em nossos dias, é que entrarão no céu só aqueles que o tiverem conquistado com boas obras. Assim também pensavam os fariseus no tempo de Jesus. Muitos se converteram ao cristinianismo mas não abandonaram essa maneira de interpretar a religião. Introduziram também na Igreja primitiva e difundiram essas suas convicções.
Paulo alerta aos gálatas, que acreditaram nas lorotas desses fariseus que se tornaram cristãos, que Deus dá salvação ao homem, de maneira totalmente gratuita. Não somos nós com nossas boas obras, que conquistamos o paraíso, mas é ele que permite que sejamos bons, comunicando-nos seu amor.
 
EVANGELHO — LUCAS 7: Lucas, com frequência, apresenta Jesus sentado à mesa. Ele entra na casa de todos, aceita convites de ricos e pobres, de quem tem saúde e de doentes, sem preocupação com as normas rigorosas de pureza legal estabelecidas pelos guias espirituais do seu povo. Para ele, todos os homens são puros. Desta vez, está na casa de um fariseu, portanto, em ambiente moralmente elevado.
Estão sentados à mesa e a conversa já está no rumo certo quanto, de repente, aparece na sala uma mulher da vida fácil. Tem nas mãos um pequeno vaso. Olha ao redor, procura Jesus entre os comensais e, tendo-o localizado, dirige-se decididamente na direção dele. 
Não fala uma única palavra. Prostra-se em prantos a seus pés, toma-os nas suas mãos, os banha com suas lágrimas e enxuga com seus cabelos. Depois, cobre-os de beijos e os unge com perfume que tinha trazido consigo.
Por que procurou Jesus? Para manifestar-lhe gratidão. Desde o primeiro encontro com ele, tudo, nela, tinha mudado: as palavras dele produziram nela, o milagre. Desde o momento em que viveu a experiência do perdão, começou a construir vida fundada no amor.
O perdão de Deus não tem limites. Não importa quão profundo é o lamaçal de nossos vícios. O Senhor sempre estende sua misericordiosa mão para nos resgatar e nos devolver a pureza de filhos seus. Amém!
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

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