A Palavra Sagrada proclamada neste domingo nos recorda o carinho de Deus que ama a todos sem afastar ninguém do seu coração. Vamos à leitura e às reflexões que a Sagrada Escritora nos propõem à nossa caminhada cristão: 1 Reis 17 (Primeira Leitura), Gálatas 1 (Segunda Leitura), Lucas 7 (Evangelho).
PRIMEIRA LEITURA — 1 Reis 17: O profeta Elias sai da sua terra e vai morar em Sarepta, perto de Sidon. Uma viúva o hospeda. Depois de alguns dias, o filho dela adoece e morre.
A mulher, pagã, procura descobrir a causa da infelicidade que se abateu sobre ela e conclui que a culpa deve ser atribuída aos pecados que cometeu na sua juventude. Boa e generosa, essa viúva se angustia por dois motivos: perdeu o filho e se sente responsável pela sua morte.
Elias não responde: Toma o menino nos braços, implora a Deus e lhe comunica, novamente, o calor da vida. Em seguida, o restitui à mãe.
Diante do menino morto, Elias e a mulher pensam e se comportam de formas diferentes. Ela perdeu todas as esperanças e sentiu-se derrotada. Ele, ao invés, acredita no Deus que dá a vida e que não abandona o homem ao poder da morte.
Também hoje muitos cristãos continuam pensando como a mulher pagã. Quando se defrontam com algum caso de morte inexplicável, acham que o Senhor manda doenças para punir os pecados. Deus é bom e só quer a vida e a felicidade dos homens. Pensar de forma diferente é paganismo.
SEGUNDA LEITURA — GÁLATAS 1: Começa hoje a Carta aos Gálatas, que nos acompanhará por seis domingos. Quem eram eles?
Quem eram os gálatas? Eram um povo rude, que habitava nas montanhas da Ásia Menor. Tinham temperamento bom, eram generosos, mas também muito ingênuos. Deixavam-se desorientar facilmente quando chegava algum estranho anunciando-lhes uma nova doutrina.
Desde os primeiros parágrafos observa-se a preocupação de Paulo com o que acontece na Galácia. Também em nossos dias pode acontecer que alguns, ou até comunidades inteiras, talvez em boa fé, se deixem desviar para um caminho diferente daquele indicado pelo único Evangelho de Cristo.
EVANGELHO — LUCAS 7: Em aldeia perto de Nazaré, morre o filho único de mulher já duramente afligida pela perda do marido. Jesus, acompanhado pelos discípulos e por grande multidão, chega às portas da cidade justo na hora em que muitos acompanham o féretro ao lugar da sepultura.
Imaginemos estes dois cortejos: o primeiro é precedido por Jesus, o Ressuscitado, vencedor da morte. O segundo é precedido por um cadáver. O que o texto nos remete a pensar, como significados do cenário? O primeiro representa a comunidade cristã, radiante de alegria porque está junto do Senhor, que a conduz para a vida. O segundo é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo.
O caminho da comunidade cristã e o caminho dos homens sem esperança, um dia se cruzam. O Senhor se compadece da viúva, avança, ordena que interrompa sua caminhada em direção da morte e lhe diz: ‘Não chores mais!’. Aproxima-se do féretro, toca-o com sua mão e diz ao jovem: ‘Levanta-te!’ Ou melhor: ‘Ressuscita!’
A vitória que Jesus conquistou sobre a morte não consiste em adiar por alguns anos a nossa saída deste mundo. Não eliminou a morte biológica, mas pronunciou uma poderosa palavra: ‘Levanta-te!”. A grande nova que ele trouxe para os homens é esta: a morte não é o encerramento de tudo; a sua ressurreição transformou-a em nascimento!
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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