As duas faces do perdão


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‘Então, Pedro disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?’ 
(Mateus 18.21)
 
Um dos maiores desafios do homem, em todos os tempos, foi e continua sendo a capacidade de desenvolver um bom relacionamento com o seu próximo. No trabalho, no seio da família, na vida conjugal, mesmo na relação pai e filho, na escola e até mesmo no ambiente da Igreja, muitas pessoas acabam tendo problemas de relacionamento, justamente por não desenvolver a capacidade de perdoar. 
 
Certo dia, Jesus estava ensinando acerca do perdão, e Pedro, um dos mais importantes apóstolos, aproximou-se de Jesus e o questionou, fazendo a pergunta que destacamos à abertura deste nosso texto de hoje,  acerca de quantas vezes deveríamos perdoar nosso irmão. 
 
Havia uma lei moral, muito em voga na época, que se devia perdoar até sete vezes. Diante daquela pergunta, Jesus responde da seguinte maneira: ‘Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete’. Ao responder desta maneira, Jesus estava dizendo que o perdão é ilimitado, que não existem limites para perdoar. 
 
Querendo fixar melhor seu ensinamento, Jesus conta a parábola do credor incompassivo, que dizia acerca de um rei que chamou um dos seus servos para o ajuste de contas, visto que, o mesmo estava lhe devendo 10 mil talentos. Um talento correspondia a seis mil denários, que era a moeda da época. (Um denário correspondia a um dia de um trabalhador comum). 
 
Para que tenhamos uma dimensão melhor do tamanho daquela dívida, é só multiplicarmos 10 mil talentos, por 6 mil denários. Em outras palavras, aquela  dívida era muito alta e quase impagável.
 
Na eminência de ver sua mulher e filhos vendidos, para que fosse paga a dívida, ele prostou-se aos pés do seu Senhor e Disse: ‘Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei”. Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, perdoou-lhe a dívida’. 
 
Ao ser perdoado, aquele servo saiu da presença de seu Senhor muito feliz e totalmente aliviado. ‘Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e disse: ‘ Paga-me o que me deves”. Seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei”. Ele, porém, não quis. Antes, foi encerrá-lo na prisão até que pagasse a dívida’. 
 
Logo em seguida, a notícia do acontecido chegou aos ouvidos do Rei. Imediatamente ele mandou chamar seu servo e lhe disse: ‘Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?”. Indignado, seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. 
 
Ao concluir a parábola, Jesus vez a seguinte advertência: ‘Assim vos fará também meu Pai celestial se, do coração, não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas’ ( Mt. 18.23-35). Caro leitor, esta parábola, mostra-nos as duas faces do perdão. O divino e o humano. Nós devíamos uma dívida impagável ao nosso Deus, e prontamente Ele nos perdoou. Quantas vezes, na realidade de nosso dia a dia, temos enorme dificuldade em perdoar ofensas tão pequenas que nossos irmãos nos devem? 
 
Portanto, espero que esta reflexão leve você a liberar o perdão a quem lhe tem ofendido. Desta forma, você estará  praticando o mais importante dos mandamentos, o mandamento do amor. Deus vos abençoe.
 
 
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão

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