Hoje é a solene celebração do Espírito Santo (Pentecostes) e é nele que a Igreja se alegra. Vamos aos textos sagrados reservados para este terceiro domingo de maio, e às reflexões que propõem para nossas vidas: Atos dos Apóstolos 2 (Primeira Leitura), 1ª Coríntios 12 (Segunda Leitura), João 20 (Evangelho).
Primeira Leitura — Atos dos Apóstolos 2: Aos seus discípulos Jesus tinha prometido que não os teria deixado sós e que enviaria o Espírito. Hoje celebramos a festa desse dom do Ressuscitado. Jesus comunicou o seu Espírito na mesma hora em que entrou na glória do Pai, isto é, no momento da sua morte, como nos ensina João.
O Pentecostes era uma festa judaica muito antiga, celebrada 50 dias depois da Páscoa: comemorava a chegada do povo de Israel no monte Sinai. Ao afirmar que o Espírito tinha descido sobre os discípulos justamente no dia de Pentecostes, Lucas nos quis ensinar só uma coisa: que o Espírito tinha substituído a Lei antiga e se tornara a nova Lei para o cristão.
Eis o que é a Lei do Espírito: é o coração novo, é a vida de Deus que, quando penetra no ser humano, o transforma e, de sarça que era, se torna uma árvore frutífera, que produz naturalmente as obras de Deus.
Quando o homem é permeado pelo Espírito, nele acontece algo de inaudito: ama com o mesmo amor de Deus. A partir daquele instante ‘já não precisa de ninguém para ensiná-lo’, já não precisa de lei alguma.
Segunda Leitura — 1ª Coríntios 12: De onde surgem as divisões no seio de nossas comunidades? Das invejas, dos ciúmes de alguns em relação aos outros.
Na comunidade de Corinto os cristãos não eram melhores que os de hoje, cometiam os mesmos pecados, tinham os mesmos defeitos. Na verdade, estavam divididos por causa dos diversos carismas (isto é, dos diversos dons), que cada um tinha recebido de Deus.
Paulo escreve a esses cristãos para lembrar-lhes que os muitos dons, as muitas qualidades que cada um deles têm, não lhes foram dadas para criar divisões entre eles, mas para promover a unidade.
Evangelho — João 20: O evangelho de hoje narra o primeiro encontro de Cristo ressuscitado com os seus discípulos. João nos diz que foi justamente neste primeiro encontro que Jesus comunicou o seu Espírito aos Apóstolos, mediante o gesto de soprar sobre eles.
No povo de Israel estava muito difundida a idéia que os homens praticavam o mal porque estavam possuídos por algum espírito mau. Dentre as pessoas corria a dúvida e, em função disso, se perguntavam: quando é que acabará essa triste situação?
A convicção era a de que só Deus poderia extirpar do homem esse espírito mau, e infundir-lhe um único e bom espírito, capaz de afastá-lo da prática do mal.
O que destrói o pecado numa pessoa é a presença do Espírito. Quem recebe esse dom não deve, porém, guardá-lo apenas para si. Deve comunicá-lo aos outros homens.
Onde está o Espírito de Deus, o pecado é destruído. As palavras de Jesus são, portanto, um apelo à responsabilidade de todos os cristãos.
Todos os discípulos de Cristo devem estar, todo o tempo, conscientes de que os pecados não lhes serão apagados se não se comprometerem em criar as condições propícias a que todos os homens abram seus próprios corações à ação do Espírito.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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