É o tema principal da Palavra de Deus para a nossa vida e o que a Celebração Eucarística nos oferece neste domingo. O que agrada a Deus? O que Ele quer encontrar dentro de nós? Vejamos seus ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras reservadas para hoje: Atos dos Apóstolos 14 (Primeira Leitura), Apocalipse 21 (Segunda Leitura), João 13 (Evangelho).
Primeira Leitura — Atos dos Apóstolos 14: Não é possível conceber a vida cristã de forma individualista: quem não se relaciona com os outros, quem vive sozinho, quem pensa exclusivamente em si mesmo e no próprio progresso espiritual, pode até ser uma pessoa boa, piedosa, religiosa, mas não é um cristão.
O trabalho missionário não se encerra na hora do batismo, quando as pessoas abraçam a fé. É preciso que os fiéis se tornem uma ‘comunidade’ na qual cada um se sinta um membro vivo, dinâmico, co-responsável. Nesta família de irmãos cada um deve se sentir chamado para servir os outros, desenvolvendo um ministério com generosidade, humildade e desinteresse.
Segunda Leitura — Apocalipse 21: Esta passagem do Apocalipse nos transmite uma mensagem de alegria e de esperança. Descreve o encerramento da história da humanidade. A Igreja se tornará esplendorosa ‘como uma esposa ornada para o esposo’; todos os males do mundo desaparecerão. Um novo céu e uma nova terra serão criados.
As últimas imagens retomam as do domingo passado: Deus habitará para sempre com seu povo e ‘enxugará toda lágrima de seus olhos e já hão haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição’.
Evangelho — João 13: Quem é ‘glorificado’ e enaltecido neste mundo? Respondo: quem conquista vitórias, quem derrota seus inimigos, quem alcança o poder, quem acumula riquezas, quem possui palácios, carros, empregados. Contudo nós o sabemos muito bem quantas vezes o sucesso dessas pessoas estão fundadas nas lágrimas dos pobres, nas lágrimas dos pobres, nas angústias e no sangue dos humildes. Esta é a glória dos homens. Mas qual é a de Deus?
A esta pergunta respondem, de maneira surpreendente, os primeiros versículos do Evangelho de hoje. Dizem-nos que chegou para Jesus a hora da sua plena glorificação: a da sua morte na cruz. A passagem continua com a apresentação, por parte de Jesus, do mandamento novo.
Para entendermos o sentido das suas palavras, devemos lembrar o momento em que foram proferidas. Estamos na última ceia. Jesus sabe que lhe restam poucas horas de vida e sente-se na obrigação de deixar o seu ‘testamento’. Da mesma forma que os filhos consideram sagradas as palavras que o pai lhes diz no leito antes da morte, também Jesus quer que os seus discípulos não esqueçam nunca as palavras que está para lhes dirigir.
Eis o seu testamento: ‘Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado!’ Repeti-lo-á mais duas vezes para salientar a sua importância. Jesus continua afirmando que o seu mandamento é ‘novo’.
É diferente e completamente novo o amor que Jesus nos ensina. Ele nos mostra dando-nos exemplo que não se ama uma pessoa porque ele o merece, mas porque precisa do nosso amor para ser feliz. Ele amou os pobres, os doentes, os marginalizados, os malvados os corruptos, os seus próprios algozes, porque só amando-os poderia conseguir que superassem a própria condição de miséria e de pecado.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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