‘Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. E fezo que era reto aos olhos do Senhor’
(II Reis 22.1,2)
Quando Josias assumiu o governo de Judá, o povo estava totalmente distante de Deus. Seu pai havia sido um péssimo exemplo. Assim, após a morte de seu pai, como tinha apenas oito anos, sob a tutela de conselheiros, assume a coroa daquele reinado. Deve-se dizer que naquela época, o rei não só influenciava a vida política do povo, como também a vida religiosa da nação. Ou seja, se o rei fosse bom e temente a Deus, o povo prosperava. Se fosse perverso, o povo sofria.
As coisas estavam fora de ordem, o templo abandonado, o sacerdócio havia se corrompido e a nação estava totalmente mergulhada no pecado. Todavia, Josias, ao invés de seguir o exemplo de seu pai, procurou desde cedo andar pelo caminho da verdade. Diz o texto: ‘E fez o que era reto aos olhos do Senhor; e andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se apartou dele nem para a direita nem para a esquerda’.
Vejam que Josias contrariou a regra. Diz o adágio popular: ‘Tal pai, tal filho’. Aqui, não aconteceu assim. Ao invés de proceder como seu pai, procurou se espelhar em um bom rei (Davi). Foi tendo um bom referencial que, ao completar dezesseis anos, e já responder por si mesmo, teve a iniciativa de reformar o templo, que estava entregue as traças.
Ele sabia que sem Deus à frente do seu governo, seria mais um para entrar na lista dos maus reis de Judá. Ao iniciar a reforma do templo, algo interessante aconteceu. Acharam perdido dentro do templo, o livro do Senhor. Estavam tão distantes de Deus, que o Pentateuco (os cinco livros escritos por Moisés), a bem da verdade, a constituição daquela monarquia, havia sido colocado de lado.
Imediatamente, o rei ordena para que fossem consultar ao Senhor por ele, e pelo povo, acerca das palavras do livro que se achou. Dizia ele: ‘Porque grande é o furor do Senhor que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto de nós está escrito’ (II Reis. 22.11-13).
Foi com o coração voltado para Deus que este rei vez história em Judá. Foi considerado um dos melhores monarcas da história dos hebreus.
Caro leitor, penso como seria diferente se à semelhança daqueles, todos nós brasileiros, déssemos um pouco mais de atenção à palavra de Deus. Como seria diferente, se tivéssemos o desejo de pautar nossas vidas, dentro da vontade de Deus, presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, juizes, promotores, pastores padres e todos os leigos; se todos nós deixássemos de pensar menos e nós mesmos, e um pouco mais em Deus.
Por que estamos cercados por todo tipo de corrupção? Corrupção no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nas propriedades privadas e, até mesmo nas igrejas? A grande verdade, é que Deus não tem sido prioridade na vida de muita gente! Quando colocamos Deus em segundo plano, passamos a pensar só em nós mesmos, e em como tirar proveito em benefício próprio. Essa é a triste realidade atual.
Concluindo, vejo fortalecer no meu coração e nos de muitos outros, a esperança de que o Brasil está mesmo sendo passado a limpo. Agora, tão importante quanto punir pessoas corruptas que só pensam em si mesmas, é que cada um de nós também sejamos honestos em tudo. Ao contrário, será pura hipocrisia e nada mudará, pois irão uns, virão outros, e as coisas continuarão do mesmo jeito. Pensemos nisso, e que Deus ajude o Brasil.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.