O tempo litúrgico da Páscoa é muito bonito e a Palavra de Deus se encarrega de ajudar-nos a perceber essa beleza que é a força do Ressuscitado presente nas ações do cristão. Aprendamos com a Palavra. São estes os textos sagrados reservados para hoje. Vamos aos ensinamos que contêm para nossas vidas: Atos 5 (Primeira Leitura), Apocalipse 5 (Segunda Leitura), João 21 (Evangelho)..
Primeira Leitura — Atos 5: A comunidade cristã, desde os primeiros anos da sua vida, teve que enfrentar a oposição dos líderes espirituais de Israel.
Eles assassinaram Jesus de Nazaré. Após a morte do Mestre, os discípulos se organizaram e fundaram uma nova e perigosa ‘seita’: parecem pessoas atrevidas que ousam desafiar a sua indiscutível autoridade.
Certo dia os chefes e os anciãos do povo decidem prender os apóstolos e levá-los diante do Sinédrio. Depois de interrogá-los, o sumo sacerdote lhes lembra a ordem que deu ‘ de não ensinar nesse nome’. Nem um pouco amedrontado, Pedro, em nome de todos, responde: ‘Importa obedecer antes a Deus do que aos homens’.
Cristo foi um homem incômodo para os detentores do poder de sua época. Os apóstolos, da mesma forma, se tornaram incômodos para as autoridades constituídas e por isso foram perseguidos.
Também em nossos dias os cristãos autênticos não podem deixar de ser pessoas impertinentes. Eles sempre deram e continuarão dando aborrecimentos aos que propugnam e defendem situações injustas, incompatíveis com o Evangelho.
Segunda Leitura — Apocalipse 5: No começo do capítulo 5 do Apocalipse, o autor apresenta um quadro solene e grandioso: o Cordeiro que foi imolado se aproxima do trono de Deus, toma da sua mão direita o livro e rompe os selos.
O significado desta visão é claro: o Cordeiro, isto é, Jesus, é o único que pode abrir o livro no qual se encontra a resposta às questões mais misteriosas do coração do homem.
Os anjos, todos os seres vivos, todos os membros do povo de Deus, felizes e cheios de gratidão ao Cordeiro, que com a sua morte e ressurreição iluminou os mistérios mais profundos da vida do homem unem suas vozes num hino de júbilo. O hino da criação revela que todas as criaturas foram finalmente libertadas da escravidão do pecado.
Evangelho — João 21: Os apóstolos tinham permanecido na companhia de Jesus durante três anos. Tinham-no visto, ouvido, tocado. Depois, tudo acabou.
Certo dia, desapareceu da vida deles. Mas terá sumido mesmo? Não! Mudou a sua forma de estar presente, mas não é fácil para eles aceitar esta nova situação, ter certeza de que o Ressuscitado está no meio deles, entender que está ainda mais perto do que antes.
O Evangelho deste dia nos apresenta esta dificuldade experimentada por eles, este árduo caminho de fé a ser percorrido. O discípulo que Jesus amava chegou primeiro, depois Pedro e em seguida todos os outros.
A experiência da comunidade primitiva é semelhante à nossa. Nós também devemos conseguir entender que Jesus, embora estando na ‘margem’, isto é, na glória do Pai, está sempre conosco, todos os dias, até o fim do mundo.
A fé nos conduz à certeza de que ele continua fazendo ouvir a sua voz, chamando-nos, falando-nos, indicando-nos o caminho a seguir.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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