Quanto a ti, Sião, por causa do sangue da tua aliança, tirei os teus cativos da cova em que não havia água. Ó presos de esperança, voltai à fortaleza; também hoje anuncio que te recompensarei em dobro’.
(Zacarias 9.12)
Há momentos na vida em que nos sentimos escravizados pelas circunstâncias. Sentimo-nos vítimas das situações que nos algemam, que tiram nossa liberdade. Sentimo-nos presos, acorrentados! O texto de abertura nos relata essa triste experiência de nos sentirmos presos, como se estivéssemos ‘dentro de uma cova’.
A imagem da cova expressa a idéia de um lugar do qual é impossível escapar. A escuridão é insuportável. A certeza da tragédia é inevitável. O incômodo é terrível. A ausência da água mostra a tragédia da sede, que não pode ser dessedentada e reforça a idéia de que não há perspectiva de sobrevivência.
É tremendo saber que nosso Deus, em sua onisciência, conhece os que se acham na prisão do sofrimento. O Senhor não está ausente na nossa dor. Seus olhos não estão fechados para as nossas tragédias pessoais. Mas Ele não apenas é Onisciente, é também Onipotente! Ele tem o poder de libertar os prisioneiros. A Libertação é fruto do pacto! ‘Eu fiz uma aliança com vocês, que foi selada com sangue’ (BLH). Aqueles que conhecem a bênção do Pacto e do poder do sangue de Cristo já não se sentem mais prisioneiros: ‘Estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, foram aproximados pelo sangue de Cristo’. (Efésios 2. 12-13).
Os libertos da cova sem água são os presos de esperança! Estes são chamados a voltar para a fortaleza. Fortaleza é uma imagem lindíssima para a segurança. Os prisioneiros da esperança saem da cova sem água para a fortaleza, da angústia para a alegria, da dúvida para a certeza, do medo para a confiança, da guerra para a paz e da morte para a vida.
No momento da dor, quando nos sentimos dentro de uma cova sem água, podemos perder muitas coisas. O sentimento de estar preso pode tirar-nos a luz, mas não tem o poder de nos tirar a esperança de ver o sol. O sofrimento pode nos trazer as lágrimas, mas não tem o poder de nos tirar a esperança de nos alegrarmos. A esperança não pode ser tirada de nós, a menos que a percamos de forma voluntária.
Ainda que presos dentro de uma cova sem água, podemos estar presos à esperança. Romanos 5.5 diz: ‘Ora, a esperança não traz confusão’. A esperança não falha porque o nosso Deus é o Deus de esperança. Todos aqueles que entregam suas vidas ao Senhor, desenvolvem algo que vem do próprio Senhor, a ‘Esperança’. Assim, por mais difíceis que sejam as circunstancias, podemos manter a cabeça erguida, sabendo que jamais seremos submetidos àquilo que está além de nossas forças.
Portanto, caro leitor, o tempo é agora. Deus promete que a libertação e a restituição são no tempo presente. Deus nos chama para sairmos do poço sem água, para entrarmos na fortaleza do seu amor. Deus nos propõe a liberdade, a restauração e a restituição.
Saiba que o maior interessado em fazer de você um vencedor é Deus. Justamente por isto, ao concluir esta mensagem, oro a Deus Pai, que lhe abençoe com toda sorte de benções espirituais. Faço minhas as palavras do Apóstolo Paulo, escritas em Romanos 15.13: ‘Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo’. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
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