A vitória da vida


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Celebramos, hoje, o primeiro dia da ressurreição. Dia em que somos convidados, a exemplo de Maria Madalena, Pedro  e João, a nos dirigirmos ao túmulo e constatar que, de fato, Jesus ressuscitou.
 
Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 10: Essa leitura é extraída de um dos discursos de Pedro. Pedro apresenta quatro pontos. Inicialmente evoca os momentos principais da vida de Jesus. Ele é um homem real que passou fazendo o bem e curando todos os que eram vítimas do mal. O segundo ponto relata o que os homens fizeram a esse enviado de Deus: mataram-no, pregando-o na cruz. Diante dessa maldade humana, qual foi a reação de Deus? Ele afirma Pedro não podia abandonar o seu “Servo” fiel nas garras da morte. Por isso o ressuscitou. Por fim Pedro fala da missão dos discípulos: eles são testemunhas destes fatos. Essa leitura é antes de tudo um convite para tomar consciência da verdade fundamental da nossa fé: a ressurreição de Cristo. 
 
Segunda Leitura: Colossenses 3: Escrevendo aos cristãos de Colossos, Paulo quer despertar neles a lembrança de que, no dia do batismo, eles nasceram para uma vida nova, vida que se realiza plenamente não neste mundo, mas no mundo de Deus. Paulo não afirma que os cristãos não devam se interessar pelas coisas deste mundo. Eles trabalham e se dedicam como os demais. Todavia têm a convicção de que a plenitude de vida não pode ser alcançada aqui. As boas obras não podem faltar nos ensina a leitura do dia de hoje são uma manifestação de vida nova, são sinais da sua presença. São como os frutos que podem brotar e crescer somente numa árvore viva e viçosa. 
 
Evangelho: João 20: De manhã cedo, no primeiro dia depois do sábado, Maria Madalena se dirige ao sepulcro. Ainda estava escuro. Nessas primeiras palavras do Evangelho do dia de Páscoa, podem-se perceber, tocar, quase respirar os sinais da vitória da morte. Sacudidos de repente por uma explosão de vida, todos os personagens estremecem do próprio torpor e começam a se movimentar depressa.
Também em nossos dias há no mundo situações e lugares nos quais a morte domina soberana e o silêncio celebra a sua vitória. Desde o alvorecer do dia da Páscoa, Deus manifesta o primeiro sinal da revolução social que a ressurreição de Cristo pode provocar: na sociedade judaica a mulher pertencia à classe das pessoas discriminadas. Pois bem! Deus escolhe justamente uma mulher para transmitir ao mundo a mensagem de que a morte foi vencida.
Depois dessa explosão de vida, eis que entram em cena dois discípulos. Um deles é muito conhecido: Pedro; o outro não tem nome. No mar dos Tiberíades é mais uma vez esse discípulo que reconhece no homem que se encontra nas margens o Ressuscitado, ao passo que Pedro se dá conta só mais tarde.Por fim, quando é convidado por Jesus para segui-lo, Pedro não tem coragem de resolver sozinho; sente a necessidade de ter ao seu lado “o discípulo que Jesus amava”. A quem representa ele, portanto? Por que não tem nome? O motivo é simples: para que cada um de nós possa incluir o seu nome e compreenda o que deve fazer para ser como Jesus quer.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral, vigário geral – segantin@comerciodafranca.com.br 
 
 

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