Às margens da represa do rio Grande, Rifaina deve receber a partir de hoje mais de 10 mil turistas para o Carnaval. Os visitantes, principalmente de Franca, Ribeirão Preto, Araraquara e cidades mineiras, lotam pousadas e aquecem o setor imobiliário, com o aluguel de ranchos. Os mais tops com piscina, área de lazer e suítes chegam a custar R$ 20 mil para uma semana.
O diretor da Mara Imóveis, Paulo Roberto de Melo Freitas, comemora os negócios. Segundo ele, nem mesmo a crise financeira derrubou a procura por imóveis. “Não tivemos queda, pelo contrário, houve mais interessados em vir para Rifaina. Existe fluxo grande por lazer.”
Para Freitas, o fato de outras represas do rio Grande, como Delfinópolis e Escarpas, terem registrado baixas no volume d’água contribuiu para o aumento do turismo na cidade. “Rifaina é privilegiada e, por estar bem estruturada, desperta interesse.”
Com 22 apartamentos, a Pousada da Pedra está com as reservas esgotadas desde o começo do ano e também percebeu a migração. “Somos o único lago que não teve essa baixa, por isso, muitos turistas estão vindo para cá”, disse José Augusto Jacintho, proprietário da pousada.
Apesar do reajuste de 10% no valor das diárias e ter uma tabela diferenciada para o Carnaval, o empresário não sentiu dificuldade para preencher todas as vagas. “Recebemos um público diferenciado, formado por profissionais liberais, médicos, engenheiros, que investem em lazer. Muitos trouxeram seus barcos para cá e, como não têm ranchos, optam pela pousada.”
Segundo o secretário de Turismo, Cláudio Masson, apesar da cidade ter deixado de realizar festa de Carnaval nos últimos anos, a ida de turistas não ficou ameaçada. “É notório o crescimento de visitantes. O número de barcos nas marinas aumentou consideravelmente. Se houver queda em razão da crise, ela é pequena. Os hotéis, ranchos, pousadas e mesmo a praia ficarão lotados.”
Diretor da Pousada Mandevilla, Ernani Baraldi, afirma que o fato de não ter Carnaval é até positivo para seu empreendimento, pois atrai um outro perfil de público. “O nosso público alvo são pessoas que visitam a cidade para o lazer náutico e de contemplação, já que a natureza aqui é exuberante”, disse Baraldi, que fechou os sete chalés da pousada para uma mesma família.
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