A festa do Natal apresenta-nos uma família. Três são seus membros: Jesus, Maria, José. A colocação dos nomes não é por acaso. Indica a intensidade de santidade de seus membros. Jesus, Deus entre nós; Maria, a cheia de graça; José, o homem justo. Uma família sagrada, colocada como protótipo e modelo para nossas famílias. Os textos bíblicos apresentam-nos qualidades e virtudes que devem ser buscadas para que realmente nossas famílias sejam sagradas. As Sagradas Escrituras reservados para hoje são Eclesiástico 3 (Primeira Leitura), Colossenses 3 (Segunda Leitura) e Lucas 2, 41-52 (Evangelho). Vamos meditar sobre seus ensinamentos.
Primeira Leitura — Eclesiástico 3: A primeira leitura diz como deve ser o comportamento do filho zeloso e obedietente a pai e mãe, principalmente na velhice dos genitores.
Mostra o que acontece na vida do filho que honra seus pais: tem o perdão dos pecados, sua oração será ouvida, terá uma longa vida, será abençoado.
Mesmo que os pais estejam perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com eles e não os humilha em nenhum dos dias de suas vidas.
A caridade feita a seu pai e mãe jamais será esquecida. Servirá para reparar os teus pecados e, contribuirá para a edificação de sua vida.
Quem honra seu pai terá alegria com seus próprios filhos e, no dia que orar, será atendido. Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
Segunda Leitura — Colossenses 3: A segunda leitura oferece um relevante programa de ação para ser aplicado dentro da comunidade familiar.
Indica os sentimentos que devem existir dentre os membros de uma família: ‘Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. Mas, sobretudo amai-vos uns aos outros, pois o amor é vínculo da perfeição.’ Cabe a cada família nortear-se para a aplicação obediente das palavras sagradas em seu cotidiano.
Evangelho — Lucas 2, 41-52: O Evangelho também relata a experiência de Simeão, que sente a alegria de ter em seus braços o Divino Salvador, pois seus ‘olhos viram a salvação’. Simeão profetiza, neste momento, que Ele ‘está posto para ruína e para a ressurreição de muitos em Israel’.
A Sagrada Família, após cumprir todo o ritual, retorna para Nazaré. E o Menino Jesus, sob os cuidados de seus pais José e Maria, ‘crescia e se fortificava cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele’.
A celebração deste domingo nos apresenta a Sagrada Família como modelo para todas as famílias que temem e honram a Deus. onvida-nos a recuperar os valores de uma família verdadeiramente cristã, marcada pelo amor, pela fidelidade e pelo casamento indissolúvel. Esta família modelar deve ser uma comunidade de fé e de oração, chamada a ser defensora e promotora da vida.
A exemplo de José e Maria, os pais são chamados e desempenharem bem a missão que Deus lhes confiou. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica, os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos.
Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar onde a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra.
O lar é o lugar adequado para a educação das virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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