Cristo, o salvador de todos


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Neste domingo o Senhor, por meio da sua Palavra, nos convida a experimentar a ‘esperança’ que o nascimento e a presença de Jesus nos oferecem. Vejamos aos ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras reservadas para hoje: Baruc 5 (Primeira Leitura), Filipenses 1 (Segunda Leitura), Lucas 3 (Evangelho).
 
PRIMEIRA LEITURA — BARUC 5: A leitura compara a cidade de Jerusalém a uma viúva abatida pela tristeza, da qual, brutalmente, foram arrancados dos seus braços, os filhos. Eis que, de repente, a velha e abatida viúva se transforma, como por encanto, numa jovem maravilhosa, encantadora. 
O profeta continua: Jerusalém, não fiques mais ai, prostrada no pó da terra; levanta-te e corre depressa para o alto da montanha e observa ao longe, para os lados do Oriente, os teus filhos que estão voltando.
Jerusalém recebe novos nomes: será chamada ‘paz da Justiça’ e ‘Esplendor do temor de Deus’. Estes nomes significam a sua nova realidade. Tornar-se-á o lugar onde reinará a paz verdadeira, não a aparente, que de fato só é a opressão legalizada, mas a paz que deriva da justiça. Para que este milagre possa se realizar é preciso permitir a Deus que aplaine as montanhas e as escarpas deste mundo, que preencha os vales que nos mantêm afastados dele e separados dos irmãos.
 
SEGUNDA LEITURA — FILIPENSES 1: O trecho da Carta aos Filipenses, que constitui a leitura de hoje, é um exemplo de uma das típicas orações hebraicas, e é composta de duas partes. 
Na primeira, Paulo dá graças a Deus. Ele lhe rende graças, por tudo aquilo que realizou na comunidade de Filipos, a primeira comunidade cristã da Europa. Na segunda parte Paulo pede a Deus que faça crescer sempre mais entre os filipenses o amor e a compreensão daquilo que é realmente bom e que está de acordo com o Evangelho.
 
EVANGELHO — LUCAS 3: Lucas começa a narração da vida pública de Jesus com uma longa introdução, na qual apresenta os chefes políticos e religiosos da época. Depois da introdução histórica, Lucas, numa linguagem muito solene, faz entrar em cena o Batista: ‘A palavra de Deus desceu sobre João, filho de Zacarias, no deserto. São as palavras com as quais, no Antigo Testamento, é apresentada a vocação dos grandes profetas.
A vocação do Batista mostra que Deus nunca se esquece dos homens; só espera o momento oportuno para estender-lhes novamente a mão. 
No tempo de Jesus, é para o deserto que se dirigem os que querem repetir a experiência espiritual dos seus antepassados, aqueles que querem fugir da hipocrisia de uma religião feita de formalidade e de práticas unicamente exteriores.
A missão do Batista se resume em poucas palavras: ‘Ele percorria toda a região do Jordão’. É este território de fronteira que foi escolhido pelo Batista para a sua missão. No rito do batismo que ele administra ele quer que cada um repita o gesto de entrar, através do Jordão, na terra da liberdade.
Quer preparar um povo disposto a acolher a salvação de Deus, a entrar na verdadeira Terra Prometida. Por isso pede a todos que mudem o modo de pensar e de viver. O Messias, anuncia ele, já está próximo, destruirá os perversos e salvará só aqueles que, tendo abandonado o caminho do pecado, percorrerem um novo caminho.
O Batista poderia ser chamado de ‘pregador do Advento’. Todos os anos a Liturgia nos propõe a sua mensagem, porque, tendo ele preparado o povo de Israel para a vinda do Messias, da mesma forma ele pode nos ensinar como nos devemos preparar para o Natal.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

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