Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser, mas sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, e como ele é o veremos’.
(I João 3.2)
É muito comum ouvirmos pessoas afirmarem que todos os homens são filhos de Deus, tendo em vista que fomos criados a imagem e semelhança do Criador. No entanto, quando estudamos a palavra de Deus, encontramos uma outra definição.
Na verdade, o que a Bíblia afirma é que todos nós somos criaturas de Deus, ou seja, fomos criados a sua imagem e semelhança. Quanto à posição de filhos de Deus, está reservado àqueles que provaram do novo nascimento em Cristo Jesus, e a partir daí, voluntariamente, se submetem à vontade divina e vivem com o propósito de servirem a Deus e ao seu semelhante.
Em I João 3.1 o apóstolo destaca: ‘Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isto, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele’. Em seguida, João cita o texto que destacamos acima, e de forma objetiva, explica que ‘agora’, ou seja, depois de termos nascidos para Deus, é que deixamos a posição de criaturas para sermos de fato filhos de Deus.
Continuando sua dissertação sobre os verdadeiros filhos de Deus, João usa uma expressão não muito agradável, e particularmente, temos dificuldades de utilizar a expressão usada pelo apóstolo, mas como está escrito, não podemos deixar de citar o referido texto.
Ele diz: ‘Quem vive na prática do pecado, é do maligno, porque ele peca desde o princípio. Para isto, manifestou o Filho de Deus (Jesus), para desfazer as obras do maligno. Quem é nascido de Deus, não vive na prática do pecado, porque a sua semente permanece nele, e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do maligno. Qualquer que não pratica a justiça e não ama seu irmão, não é filho de Deus’ (I João 3.8-10).
Como pode ser filho de Deus alguém que tem prazer na desgraça de seu semelhante? Como pode ser filho de Deus uma mãe que tem coragem de matar o próprio filho, ou o contrário disto, como temos presenciado com muita frequência nos últimos dias?
Precisamos rever muitos dos valores vivenciados por esta geração. O novo nascimento resulta em vida espiritual, a qual leva a um relacionamento sempre presente com Deus. Nesta epístola. cada fez que João fala do novo nascimento, emprega o tempo pretérito perfeito em grego, para enfatizar o relacionamento contínuo e ininterrupto iniciado quando nascemos para Cristo.
Caro leitor, nosso objetivo ao escrever tal mensagem, é levá-lo, como cristão, a rejeitar qualquer teologia ou doutrina que afirma que uma pessoa pode estar fora da comunhão com Deus, continuar a pecar, fazer as obras do diabo, amar o mundo, ou seja, amar o sistema atual, lesar o próximo, fazer o que seu coração pede, sem medir as conseqüências e ainda assim, ser filho de Deus.
Não é isto que a palavra de Deus ensina. Quem habitualmente vive na pratica do pecado e afirma ser filho de Deus, está enganando a si mesmo (João 2.4).
Concluímos esta mensagem citando uma ordem imperativa de Jesus quanto à nossa missão: ‘Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura, aquele que crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado’ (Marcos 16.15-16). Saiamos pois, da posição de criaturas e ocupemos a posição de Filhos de Deus. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Franca - Ministério Missão
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