Em nossos dias a família nem sempre segue o projeto de Deus. Muitas atitudes surgem que a afastam do dia-a-dia o que Deus idealizar. Vejamos a luz da Palavra para nós, contida nos textos sagrados reservados para hoje: Gênesis 2 (Primeira Leitura), Hebreus 2 (Segunda Leitura), Marcos 20 (Evangelho).
Primeira Leitura — Gênesis 2: Por que o homem sente atração sexual tão forte? A mulher é inferior ou igual ao homem? O casamento é bom? A sexualidade é instinto que deve ser saciado? Eis as respostas que Deus dá a essas perguntas:
(1) A solidão é a experiência mais terrível que o homem pode passar. O ser humano só é dominado por tristeza quando não tem ninguém com quem dialogar. O homem não conquista felicidade sozinho, ou com coisas, ou com animais. Precisa de alguém igual a ele. Por isso foi criada a mulher. Porém, não é suficiente estar ao lado do outro para superar solidão. Acontece quando homem e mulher não se tratam em reciprocidade como pessoas, mas como objetos de prazer. Quem busca felicidade por esse caminho, encontra solidão.
(2) O segundo ensinamento é a paridade da dignidade entre homem e mulher. Logo que a mulher lhe é apresentada o homem entende que ela é diferente das outras criaturas. Não é objeto ou animal: é carne da sua carne, osso dos seus ossos.
(3) O homem deixa pai e mãe para unir-se à sua mulher e os dois se tornam uma só carne. No projeto de Deus, homem e mulher unidos pelo amor conjugal, já não são dois indivíduos, mas uma só pessoa.
Segunda leitura — Hebreus 2: Os primeiros capítulos dessa carta apresentam aspectos sobre a pessoa de Jesus. Afirma-se que ele é superior a todas as criaturas, incluindo os anjos. Mas se está tão acima de nós, não estará distante da nossa condição? Que sentido pode ter para a nossa vida? É a objeção que o autor procura resolver. Jesus é grande, mas é um de nós, não é homem só na aparência. Viveu os mesmos sentimentos e nossa mesmas emoções, passou pelas nossas experiências, inclusive sofrimento e morte.
Evangelho — Marcos 10: O tema da indissolubilidade do casamento está na parte central do Evangelho de Marcos junto a questões morais como o diálogo com quem não tem fé, amor fraterno, escândalo, relacionamento com os mais fracos, propriedade, riquezas. Eis a explicação de Jesus: Moisés não deu permissão ao divorciar. Só estabeleceu regras para situação que existia e era aceita por todos. Jesus reconhece o valor da determinação estabelecida no Livro do Deuteronômio. Se alguém quiser se divorciar, que respeite os direitos da mulher. No princípio foram criados homem e mulher não para que se entregarem a orgia, sensações, mas para que formem casais estáveis, unidos numa única pessoa pelo amor e pela bênção do Senhor. Separação se torna atestado destruidor da obra de Deus.
O divórcio, como a poligamia, não faz parte do projeto de Deus. Foram introduzidas pelos homens e toleradas por causa da dureza do coração deles. Só o matrimônio monogâmico e indissolúvel respeita o projeto de Deus e alcança o objetivo pelo qual os homens foram criados ‘homem e mulher’. As demais formas de convivência, embora antigas e compreensíveis, não respeitam a dignidade do homem e da mulher. a última parte do evangelho Jesus retoma a imagem da criança e convida os discípulos a acolherem o Reino de Deus como ela. Os que se julgam adultos, os que confiam na própria sabedoria, jamais entrarão no reino dos céus.
Para compreender a indissolubilidade do matrimônio é preciso voltar a ser criança e deixar-se penetrar pela sabedoria de Deus.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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