Assunção de Nossa Senhora


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No mês das vocações a igreja reza pela vocação para a vida consagrada: os religiosos, os consagrados e os seculares. Hoje a Igreja celebra a Festa da Assunção de Nossa Senhora, sua volta para o céu. Deus, com a ternura de uma mãe, nos fala através de sua Palavra: Apocalipse 11 (Primeira Leitura), 1º Coríntios 15 (Segunda Leitura), Lucas 1 (Evangelho).
 
Primeira leitura: Apocalipse 11: As comunidades cristãs, às quais é endereçada a mensagem, encontram-se em fase difícil por causa de perseguições. O autor do Apocalipse apresenta dois sinais que devem ser interpretados. O primeiro sinal grandioso aparece no céu, isto é, no ambiente de Deus. Trata-se de uma mulher, uma esposa-mãe. 
Quem é essa mulher? É, sobretudo as comunidades do tempo do Apocalipse. Têm dimensão celeste e dimensão terrena. As comunidades se identificam com ela, e descobrem a raiz do seu ser e sua missão no mundo. 
O segundo sinal é o do dragão, a força hostil, origem demoníaca, aparentemente superior à força dos cristãos. O dragão é força opressora que se encarna em pessoas e arranjos sociais, dificultando o testemunho cristão, e devorando os frutos e a vida das comunidades proféticas que resistem ao imperialismo romano e ao imperialismos de hoje. As comunidades proféticas, pela força do Cristo ressuscitado, vencerão esse poder opressor. De fato, Deus socorre comunidades proféticas que lutam para dar à luz o Cristo, e as salva. O dragão é vencido sem esforço.
 
Segunda Leitura — 1º Coríntios 15: Um dos motivos que levaram Paulo a escrever aos coríntios foi a questão da ressurreição dos mortos. Para os de cultura grega era difícil aceitar que os mortos pudessem voltar à vida. Negando a ressurreição dos mortos, negavam também a ressurreição de Cristo. Em 1Cor 15, Paulo aborda a questão. Inicia recordando o anúncio fundamental do Evangelho: Cristo morreu e ressuscitou. É isto que os apóstolos anunciam. As provas de que Cristo vive são eles próprios e muitos cristãos aos quais ele apareceu depois de ressuscitado.
Outros argumentos fazem parte do trecho: o primeiro é o que mostra Cristo enquanto primícias dos que adormeceram. Cristo é o primeiro fruto de ressurreição. Venceu a morte para sempre, abrindo as portas para a vitória da vida sobre a morte. O segundo argumento é o da vitória dele sobre todas as forças hostis às pessoas e aos projeto de Deus. Quer dizer que a luta contra a morte é tarefa conjunta de Cristo e dos cristãos.
 
Evangelho — Lucas 1: Em Lc. 1,39-56 esta é a seção que costumamos chamar ‘a visita de Maria a Isabel’. Pertence aos relatos do nascimento e infância de João Batista e de Jesus. Na anunciação, o anjo informa Maria a respeito da gravidez de Isabel, garantindo que nada é impossível para Deus. Ao declarar-se serva do Senhor, concebe Jesus e, como sinal de seu serviço, dirige-se depressa à casa de Zacarias, ao serviço de Isabel. A cena mostra o encontro de duas mães agraciadas com o dom da fecundidade e da vida. Também, o encontro de duas crianças, o Precursor e o Messias, ambos sob o dinamismo do Espírito Santo.
As palavras de Isabel a Maria se inspiram nos elogios das mulheres libertadoras do Antigo Testamento, mas o elogio de Isabel e Maria vai além da maternidade física. A grande bem-aventurança de Maria é ter acreditado que as coisas ditas pelo Senhor iriam cumprir-se. Duas são as características mais importantes de Maria no relato da visita a Isabel, e são exatamente as qualidades do discipulado no Evangelho de Lucas: atenção e adesão absolutas à Palavra de Deus e, por consequência, serviço incondicional a quem necessita.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 

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