É tempo de orar


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‘Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: o Espírito que em nós habita tem ciúmes?’ 
(Tiago 4.5)
 
 
Em nossa vida diária, estamos sujeitos a diferentes situações com relação aos sentimentos. Amor, ódio, alegria, tristeza, mágoa, inveja, confiança, ciúme e outros, são alguns dos inúmeros sentimentos que temos que administrar. Entre muitos desses sentimentos, queremos analisar um que tem estado presente na vida de muita gente, e por falta de habilidade, prejuízos irreparáveis tem se verificado. 
 
Referimo-nos ao ciúme. O ciúme pode levar o relacionamento das pessoas a uma condição insustentável, a ponto de transformar a vida do casal que tinha tudo para ser feliz em um mar de infelicidade. Assim, não poucos são os namorados, noivos e até mesmo, maridos e esposas que depois de vários anos de convivência, acabam se separando. 
 
Existem, basicamente, três tipos de ciúmes. Um, é o doentio, que decorre de insegurança e desconfiança de algumas pessoas que, na maioria das vezes, são portadoras de traumas emocionais, ocorridos na adolescência, justamente por terem vivido em um ambiente instável, inseguro por parte de seus pais e, ao crescerem acabam trazendo para sua vida adulta, as marcas desta instabilidade. 
 
Este sentimento é extremamente pernicioso, principalmente por fazer tais pessoas se sentirem inseguras a ponto de viver com a sensação que estará sendo trocada pela primeira pessoa que se colocar no caminho do seu ser amado. Por outro lado, muito embora algumas pessoas não acreditem, existe um segundo tipo de ciúme que denominamos ciúme diabólico, que acontece — acreditem ou não — por influência do Diabo. A Bíblia nos informa que ele veio para matar, roubar e destruir, e se tem uma coisa que satanás sabe fazer bem, é minar a confiança que uma pessoa precisa ter na outra. 
 
Conhecemos casais que se amam, porém, estão separados justamente por serem negligentes quanto à busca do único Ser que pode deter a ação satânica, Deus. 
 
Em terceiro lugar destacamos um tipo de ciúme que todas as pessoas têm, inclusive Deus. É o ciúme no sentido de zelo. Este tipo de ciúme não é pecado. Aliás, o próprio Espírito Santo tem ciúme de nós a este respeito (Tg. 4.5). É justamente aqui que se aplica o versículo que destacamos acima. Se porventura traímos ou somos traídos e o fato é incontestável, neste caso é natural que o zelo que temos pela pessoa amada desperte em nós este tipo de ciúme. 
 
Alguém pode perguntar: por que o Espírito Santo tem ciúmes de nós? Tiago explica que isto acontece quando nos tornamos infiéis àquele que estamos sendo preparados para um dia nos encontrar e viver eternamente do lado dele (Jesus). Então, nessa situação, o Espírito Santo fica enciumado. 
 
Portanto, caro leitor, após estas considerações, uma pergunta deve ser feita: tenho sido vítima do ciúme? Se sua resposta for positiva, saiba que o primeiro passo para a cura deste problema é reconhecer que possui o problema. A partir daí, você tem que buscar o fortalecimento da confiança tão necessária para uma relação salutar. Busque ajuda em Deus, pois ele poderá lhe conceder o que você precisa. 
 
É verdade que a confiança é uma virtude que levamos anos para adquirir, mas podemos perder em alguns minutos, diante de um ato de infidelidade. Todavia, se seu ciúme é doentio, ou você tem sido vítima de Satanás, saiba que a melhor saída é estar junto de Deus. Liberte-se desse problema e seja feliz. Deus vos abençoe.
 
 
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca - Ministério Missão
 

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