Jornal Escola: programa pioneiro tem 26 anos


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Roberta Chagas, coordenadora do Jornal Escola, recebe alunos do Pestalozzi, durante uma das centenas de visitas feitas ao longo do ano à sede do GCN. Imagem mostra o momento em que as crianças estavam conhecendo o parque gráfico do Comércio
Roberta Chagas, coordenadora do Jornal Escola, recebe alunos do Pestalozzi, durante uma das centenas de visitas feitas ao longo do ano à sede do GCN. Imagem mostra o momento em que as crianças estavam conhecendo o parque gráfico do Comércio
Criado para aproximar o Comércio da Franca das escolas  e dos estudantes, o Programa Jornal Escola faz parte da história da empresa desde 1989. O que antes se resumia a visitas pela redação e gráfica do prédio da rua Ouvidor Freire, acompanhou o crescimento do grupo, tornou-se programa e expandiu suas ações.
 
Hoje, além de receber milhares de alunos anualmente para conhecer as dependências do Grupo, o Programa Jornal Escola oferece palestras, oficinas pedagógicas para dezenas de professores; realiza concursos de redação e produção de mini-jornais e premia alunos e professores que se destacam.  “Durante muitos  anos recebi professores e alunos  a quem mostrava o jornal. Depois, porque fui exigida em outras funções, deleguei a funcionários esta responsabilidade. Aos poucos, o objetivo do projeto foi se sofisticando e ele ganhou status de programa, com uma agenda anual pensada de forma mais racional e alentada. Desde que viemos para o novo prédio (no Ângela Rosa), foi possível planejar visitas mais eficientes e prazerosas. Mas não ficamos só nelas”, diz a jornalista Sonia Machiavelli, presidente do Conselho Consultivo do GCN e criadora do Jornal Escola.
 
As visitas, que ainda continuam sendo parte importante do programa, ocorrem de março a novembro. Somente neste ano, o GCN receberá 130 visitas de grupos escolares. Os encontros acontecem todas as terças e quintas-feiras, nos dois períodos, e contam em média com 35 alunos por grupo. “Durante as visitas, as crianças  e adolescentes conhecem a redação integrada do jornal e da rádio, os estúdios da Difusora, o parque gráfico e o acervo, onde estão exemplares que contam os cem anos do Comércio e da cidade”, disse Roberta Chagas, coordenadora do programa.
 
Com a participação de 82 professores de 32 escolas públicas e particulares de Franca e região, as oficinas pedagógicas foram incorporadas posteriormente e atualmente esmiuçam o processo de elaboração do jornal e as práticas inovadoras de comunicação, que depois são repassadas em sala de aula. Ao final do ano letivo e das oficinas, as escolas participantes produzem o Jornal da Escola, quando as professoras responsáveis pelos melhores exemplares são premiadas. Complementa esse trabalho, a entrega de nove jornais diários para as escolas e cem exemplares do  Clubinho (caderno infantil) toda quinta-feira, além de uma assinatura do Comércio para os professores integrantes das oficinas.
 
“Nosso esforço, ao pensar o Programa a cada ano, é para nos somarmos àqueles que acreditam na educação como meio de habilitar a criança para que se torne cidadã. Com pessoas educadas no seu mais amplo sentido, poderemos construir uma cidade mais solidária e justa, um País menos violento e corrupto. E para se tornar cidadão, o indivíduo precisa conhecer a sua realidade, seus direitos e deveres, e saber que tem canais onde protestar diante de injustiça, violência, arbitrariedade. O Comércio da Franca é um desses canais. A criança desde cedo fica sabendo disso”, afirma Sonia.
 
Em decorrência dessa característica, em 2013 o Programa sofreu uma retaliação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que proibiu professores da rede municipal de ensino de participarem dele. “Foi uma atitude ditatorial, que veio se somar a outras que definem a personalidade autoritária  deste que está temporariamente à frente da prefeitura”, sintetizou a jornalista, que atribui o sucesso do Jornal Escola também, e especialmente, à  seriedade e ao empenho dos professores que dele participam com ideias e vontade de fazer o melhor. “O professor deveria ser tratado com muito mais respeito e consideração por todos. Ele é o  líder, o exemplo, o inspirador no mundo onde a criança se instrumentaliza e se educa para enfrentar a dura vida adulta, já fora dos portões da escola”.
 
Integra ainda o Programa, em sua quinta edição, o Concurso Jovem Redator que premia, com televisor, viagem, notebooks e tablets, os três melhores textos de alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da cidade e da região. Ganha o estudante e também o professor orientador. Neste ano, como não poderia ser diferente, o tema é alusivo ao centenário do jornal Comércio da Franca. “Tenho o maior orgulho de coordenar esse Programa. Tudo é feito com muito amor e dedicação e há um retorno muito gratificante dos professores e alunos”, disse Roberta.

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