Tudo começou com Gutenberg, o ourives alemão que em 1438 fundiu tipos móveis de chumbo. Ao ordenar esses tipos, ele formava textos e os levava à prensa de imprimir. Podiam ser usados indefinidamente. Não era mais preciso escrever os textos um a um. Assim Gutenberg criava a imprensa, que tem por missão registrar e vivenciar a expressão de um povo diante das diversas questões que fazem parte do seu dia a dia. E a sua presença física diária é uma ferramenta de suma importância na defesa dos legítimos anseios da comunidade como um todo.
O jornal, mais do que qualquer outro meio de comunicação, possui o poder de registrar em papel os acontecimentos de uma cidade, região, do país e do mundo. O Comércio da Franca é um exemplo vivo dos fatos desde 30 de junho de 1915. Seu parque gráfico causa “inveja”, com qualidade de impressão similar aos maiores jornais do país. Neste trajeto, as notícias de suas edições compõem mosaico da vida, especialmente dos francanos.
Recordamos com saudade os tempos em que acompanhei meu saudoso pai, gráfico, no seu labor diário a compor tipo a tipo, letra a letra, edições de jornais locais, serviço que adentrava madrugadas. Sentado no cantinho, em meio a cheiro de tinta e barulho das máquinas de impressão, observava a paciência e a dedicação daqueles profissionais que em momento algum esqueciam sua importante missão, que era a de bem informar.
O tempo passou, a evolução tecnológica e a comunicação virtual chegaram, mas do mesmo modo, tudo continua passando pelo valoroso trabalho de profissionais competentes que trabalham diariamente na elaboração do jornal.
Há quase duas décadas atuando como articulista deste Comércio, percebemos com maior clareza a valoração que se deve dar a um jornal que mantém há um século a confiabilidade e a credibilidade da notícia diariamente. Nós que escrevemos apenas uma vez por semana, sentimos a dificuldade que é transmitir informações e fatos através do ato de escrever. Há dias em que as dificuldades são maiores, pois o raciocínio e a ansiedade atrapalham a maneira de expressar e transmitir com clareza o conteúdo de determinado assunto. Agora imaginamos o exercício dia a dia da difícil arte de bem informar praticada pelos colegas que diariamente escrevem suas matérias, assuntos relevantes de nossa cidade, do Brasil e do mundo, por vezes polêmicos, sempre recentes, de interesse da comunidade e que retratar a realidade através de fontes e informações confiáveis. Realmente trata-se muito mais do que uma profissão. É um ideal. Todos nós, francanos, devemos nos orgulhar de possuirmos um jornal de primeiro mundo. Parabéns ao Comércio da Franca e toda a sua equipe, centrada, poderíamos dizer, em elevar, à quintessência a fala do narrador da novela A hora da Estrela, de Clarice Lispector: ‘enquanto eu tiver perguntas, e não respostas, continuarei a escrever.’
O TRÂNSITO EM FRANCA: O fluxo de veículos em nossa cidade aumenta a cada dia, porém, não concordamos com algumas situações: conversão à esquerda pela faixa rápida em avenidas, o que tumultua e atrapalha todo o tráfego de veículos — exemplos estão na av. Abrahão Brickmann, sentido bairro-centro, logo após o semáforo do Jardim redentor, e na av. Dom Pedro, após a Apae; pintura de solo para estacionamento onde não cabem os veículos por não possuírem metragem mínima — desta forma, caminhões e ônibus estacionam tocando a sarjeta, mas ainda assim ficam fora das marcações; por mais que se tente justificar, não há como aceitar que na rua Francisco Marques, após o pontilhão da Vila São Sebastião, o estacionamento é permitido do lado esquerdo da via e os ônibus têm que parar no meio da rua para descer passageiros por suas portas do lado direito, atrapalhando o trânsito e colocando em risco os usuários dos ônibus!
Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
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