Conhecendo a si mesmo


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Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’
(João 8.32)
 
 
É muito comum nos encontrarmos com pessoas que andam sem rumo, e estão como que perdidas sem saber bem ao certo quem são, para que nasceram, para onde estão indo. Isso acontece justamente quando as pessoas não têm um conhecimento de si mesmas. Esta alienação existencial leva o ser humano à busca do autoconhecimento e, consequentemente, do propósito da sua vida. Quando falamos de autoconhecimento, é importante ressaltar que o homem jamais alcançará um conhecimento perfeito de si mesmo, a menos que primeiramente vislumbre o rosto de Deus e daí desça para a contemplação de si mesmo. Quando o homem tenta conhecer a si mesmo e este conhecimento não passa por Cristo, tende a apresentar algumas distorções. Uma auto-análise nunca é isenta de equívocos, pois, ou há uma rejeição do ser, julgando-se um fracassado, o que leva a um conformismo e acomodação com o seu destino, ou, por outro lado, incorre-se no erro de supervalorizar do eu, julgando-se melhor e mais forte dos que outros. É aí que nasce o orgulho, o preconceito e a vaidade. No entanto quando procuramos conhecer a nós mesmos, a partir do conhecimento de Cristo, as coisas se tornam mais claras, pois Cristo consegue mostrar nossas qualidades, mas também nossas fraquezas, nossas mazelas, nossos medos e nossos limites. E isto se torna possível, porque diante Dele não adianta apresentar um falso ‘eu’, pois Ele nos conhece muito bem e sabe quem somos. Jesus é o único capaz de olhar além das aparências, e nos confrontar com o que de fato somos, com o que pensávamos ser.
 
Podemos ver claramente essa verdade acontecer na conversão de Zaqueu. Este homem era rico, mal visto por todos, cobrador de impostos, sem amigos verdadeiros, e com um rótulo intragável para a maioria das pessoas. Mas havia algo lá dentro dele que só Jesus conhecia e podia libertar. Jesus não apenas sabia o seu nome ao olhar para o alto da árvore, como conhecia o potencial do que ele poderia vir a ser. Se perguntássemos a Zaqueu até aquele dia quem ele era, a resposta seria — ‘eu sou um rico miserável, não sou feliz, sou um solitário e ninguém me ama’. Na verdade há o que os outros pensam de nós; há o que nós pensamos sobre nós, e há o que Jesus diz que somos. Havia algo dentro de Zaqueu que precisava ser curado e a conversão era o caminho da cura. Cura das mazelas, cura das feridas, cura do passado, cura da totalidade do ser. Zaqueu jamais poderia dizer o que disse: ‘dou metade dos meus bens aos pobres e restituo quatro vezes mais se tenho defraudado alguém’, se não tivesse passado por uma profunda conversão do ser. A partir do encontro com Cristo, chama a atenção a alegria e o desprendimento demonstrado por Zaqueu. 
 
Quando sabemos o que somos em Cristo, não há espaço para o medo, para a reserva, para as meias palavras. Esse encontro do nosso ser com Cristo liberta-nos da angústia causada pela alienação pessoal, ao mesmo tempo em que nos traz a consciência do sentido da nossa vida. Isto nos propicia a possibilidade de mudar o nosso comportamento. 
 
Portanto, caro leitor, ao concluir esta reflexão, espero levá-lo a pensar sobre o exposto. Procure conhecer a si mesmo, a partir do conhecimento de Cristo, pois só Ele pode nos levar ao verdadeiro conhecimento de nós mesmos. 
 
Assim como destacamos acima, somente conhecendo a verdade de Deus, é que podemos conhecer a nós mesmos. ‘Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará’. Deus vos abençoe. 
 
 
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca – Ministério Missão
 
 

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