Aqueixada foi descrita pela primeira vez pelo biólogo holandês Johann Heinrich Friedrich Link em 1795, que veio em expedição estudar os animais na nova terra descoberta – a América. Classificou a queixada como parente dos porcos e javalis. Mas embora seja da mesma família dos suínos, difere deles pelo grau de agressividade.
Possui ampla distribuição geográfica nas Américas Central e Sul, sendo vista desde o México até à Argentina. No início da colonização era encontrada em todo o Brasil. Mas de tanto ser caçada, pois sua carne era considerada de qualidade, acabou rareando. Hoje os bandos ainda vivem em áreas da Amazônia, Mato Grosso, Minas e Goiás. Falamos bandos porque uma queixada nunca está só. Elas são animais gregários. Os bandos chegam a somar mais de trezentos animais.
De hábitos diurnos e terrestres, a queixada possui cerca de 1 metro de comprimento e pelagem toda negra onde se destaca o queixo branco.
Esse animal é considerado dos mais perigosos. Diferentemente de seus parentes, queixadas atacam de forma agressiva qualquer inimigo se acuadas; e, quando uma delas está ferida, é normal todo o bando voltar-se para defendê-la. Entre moradores de áreas rurais ouvem-se relatos de onças e, até mesmo, porém mais raramente, de humanos que foram mortos por bandos de queixadas furiosas. Para escapar de sua fúria, só subindo em árvore, coisa que elas não conseguem fazer. Quando muito irritadas, as queixadas escavam o chão com seus cascos e liberam uma substância que tem cheiro horrível.
Alimentam-se de frutas, sementes, brotos, raízes, folhas tenras. E arrasam em poucas horas grandes roças de milho. Gostam também de pequenos invertebrados .
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.