Jesus volta ao céu mas nunca está distante! Continua vivo no coração da Igreja e nos atos de cada cristão. Vamos aos textos sagrados reservados para hoje e aos ensinamentos que eles contêm para nossas vidas: Atos dos Apóstolos 1 (Primeira Leitura), Efésios 1 (Segunda Leitura), Marcos 16 (Evangelho).
Primeira Leitura — Atos dos Apóstolos 1: Na parte final do seu Evangelho, Lucas afirma que o Ressuscitado levou seus discípulos para Betânia e ‘enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém, com grande júbilo’.
Afirmar que Jesus subiu ao céu é exatamente a mesma coisa que afirmar que ele ‘ressuscitou’, que foi glorificado, que entrou na glória de Deus. O seu corpo, é verdade, foi colocado no sepulcro, mas Deus não precisou dos átomos do seu cadáver para dar-lhe aquele corpo de ‘ressuscitado’ que Paulo chama de ‘corpo espiritual’.
A narrativa de Lucas é uma pagina de teologia, não uma informação sobre fatos, extraída de uma jornal. Nessa página nos é ensinado que Cristo, por primeiro, atravessou o ‘véu do templo’ que separava o mundo dos homens do mundo de Deus e mostrou que tudo o que acontece aqui na Terra — sucessos ou fracassos, injustiças, sofrimentos e até mesmo os fatos mais absurdos, como uma morte ignominiosa — não estão excluídos do projeto de Deus.
Se a ascensão de Jesus é tudo isso, não deve causar espanto que os apóstolos se tenham saudado com ‘grande júbilo’.
Segunda Leitura — Efésios 1: Paulo pede a Deus sabedoria para os cristãos. Não se trata de sabedoria humana, mas de inteligência para compreender o mistério da Igreja. Pede a Deus para iluminar os olhos de seus corações para que compreendam quão grande é a esperança do chamado. A primeira leitura convidava os cristãos a não descuidar das obrigações concretas deste mundo. A segunda leitura completa esse pensamento e exorta os cristãos a não esquecerem que a vida deles não está limitada aos horizontes deste mundo.
Evangelho — Marcos 16: O Evangelho começa com uma cena grandiosa: o Ressuscitado aparece aos Onze e os envia a pregar o evangelho para o mundo inteiro. ‘A toda criatura’, especifica o texto. Esta ordem do Senhor é surpreendente: os destinatários do Evangelho são os homens, não as árvores, as montanhas, as estrelas.
O homem que se deixa guiar por incontrolável impulso para o mal que sente dentro de si, sempre provoca desorganização no projeto de Deus sobre a criação.
Ao chegar a mensagem do Evangelho acontece um estupendo milagre: a energia divina da Palavra transforma os corações dos homens e esses começam a servir-se das criaturas já não mais para o mal, mas as põe a serviço de uma vida fraterna e pacífica. Surgem deste modo uma humanidade e uma criação completamente novas.
Na segunda parte do evangelho deste dia são enumerados os sinais da presença do Mestre. Ele não nos deixou uma fotografia como lembrança, uma estátua comemorativa, uma relíquia, mas quis estar para sempre conosco, de uma forma real, no pão eucarístico, na Palavra e no amor generoso e desinteressado que os discípulos se trocam reciprocamente.
Eis os sinais da presença do Ressuscitado: ‘Os que acreditam expulsarão os demônios, falarão novas línguas, manusearão serpentes e se tomarem algum veneno, este não lhes provocará qualquer dano, colocarão as mãos sobre os doentes e estes ficarão curados’.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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