No dia dedicado às mães a Palavra de Deus nos fala que o coração de Deus é generoso e rico em amor. Deus tem um coração igual ao coração de uma mãe: acolhedor e rico em bondade. Vamos aos ensinamentos contidos nas leituras sagradas reservadas para hoje: Atos dos Apóstolos 10 (Primeira Leitura), 1ª Carta de João 4 (Segunda Leitura) e João 15 (Evangelho).
Primeira Leitura — Atos dos Apóstolos 10: A passagem de hoje nos apresenta Cornélio indo ao encontro de Pedro e se atirando a seus pés em sinal de respeito. O apóstolo não aceita o gesto, embora se trate de simples saudação, manifestação de respeito. Não quer que esse cerimonial que os escribas prezam, seja introduzido na comunidade cristã. O restante do texto versa sobre a entrada de pagãos na Igreja. Para os primeiros cristãos as coisas não eram tão simples! Pensavam que Deus fazia distinção entre os homens, que preferia mais os descendentes de Abraão que os demais.
O Espírito Santo subverteu esquemas ditados por privilégios raciais. Desceu sobre os pagãos antes mesmos que recebessem o batismo. ‘Todo aquele que pratica a justiça, seja ele de qualquer raça, é agradável a ele’. Ainda hoje continua o perigo de fazer discriminações. As pessoas nem sempre são tratadas da mesma maneira independente da raça, do preparo intelectual que tenham, de dinheiro, diplomas acadêmicos.
Segunda Leitura — 1ª Carta de João 4: João nos faz descrição de Deus com face diferente da aparência de um juiz. Ensina: ‘Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus: todo aquele que ama, é gerado por Deus e conhece Deus. Quem não ama não conheceu Deus, porque Deus é amor.’
A segunda parte da leitura explica o que quer dizer amar. Nisto se manifesta o amor de Deus: ele nos deu seu Filho, o dom mais precioso. Enviou-o não como prêmio porque os homens eram bons, mas como ‘vítima de expiação dos nossos pecados’.
Nós, seus filhos, não podemos deixar de ser semelhantes a ele e amar como ele ama. É necessário, portanto, também fazer o bem a quem nos cobre de maldade, porque ele ‘faz resplandecer o sol sobre bons e maus e manda a chuva tanto para os justos como para os injustos’.
Evangelho — João 15: Durante a última ceia, depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus lhes diz: ‘Eu vos dou um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros, como eu vos tenho amado e, portanto, amai-vos também uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros’.
Os mandamentos são muitos, mas é importante sublinhar que são especificações de um único mandamento, aquele que Jesus praticou com perfeição: o amor ao ser humano. Este é o ponto de referência em todas as escolhas morais, todas as disposições, todas as leis. Se há alguma norma que não leve em conta o em do homem, ela perde o seu valor: ‘o sábado é para o homem, não o homem para o sábado’.
O mandamento novo pede vigilância constante, imaginação, prudência, coragem para decidir, mesmo com risco. É verdade que o caminho que Deus indica é diferente, até mesmo oposto ao dos homens. Não é no egoísmo, na busca do prazer que se encontra felicidade e paz, mas no dom de si mesmo, no esquecimento dos próprios interesses A comunidade cristã tem a missão de dar ao mundo sinal da sociedade do futuro que ostenta como lei as bem-aventuranças, que rejeita violência, que partilha bens, onde humildes ocupem as atenções de todos. Só uma comunidade assim se transforma em sinal evidente do alvorecer da nova humanidade, surgida do Ressuscitado.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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