E, havendo acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles. E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele. Porém ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço’
(Lucas, 22.55-57)
Dentre todos os discípulos de Jesus, Pedro sempre foi o mais intenso. Dele vêm as mais fervorosas declarações de fé. Entre elas vejamos algumas: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna! Tu és o Santo de Deus’. Mas também são dele as atitudes mais contrárias a um discípulo do Senhor. Há, portanto, na vida de Pedro, exemplos a serem seguidos e exemplos a serem evitados. No versículo que destacamos acima, Lucas mostra um Pedro amedrontado, distante do Senhor, enfraquecido espiritualmente, evitando qualquer contato e identificação com Jesus.
O evangelista Mateus diz que Pedro estava ali para ver o fim, para ver como aquilo tudo ia terminar. É consternador ver Pedro nesse estado. Porém, mais consternação causa, percebermos o quanto nos sentimos tentados a tomar a mesma posição de Pedro, junto ao fogo e longe da cruz. Assentar-se junto ao fogo, em uma roda de escarnecedores, como vez Pedro, constitui para o cristão, o lugar mais perigoso para estar, pois é o lugar da negação. É onde se diz: ‘Eu não o conheço’. Ao falar sobre este assunto torna-se necessário, termos conhecimento, do que o Senhor disse no primeiro Salmo da Bíblia: ‘Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores’.
Tenho percebido que muitas pessoas nos dias de hoje, tem seguido Jesus de longe. Até desejam as benções que Ele proporciona, mas quando chega à hora de fazer o que Jesus ordenou, acabam se esquivando.
Em Lucas 9.23, Jesus expressa da seguinte maneira: ‘Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me’. Negar a si mesmo, não é tarefa fácil, pois significa dizer não para nós mesmos, e quando o assunto é disciplinar nossas próprias atitudes, gerenciar nossos pensamentos, em função da nossa missão de seguidores de Cristo, muitas pessoas acabam, preferindo segui-lo de longe, sem compromisso. Porém, seria injusto, não mostrar o outro lado da moeda. Se tomamos Pedro como exemplo desta mensagem, devemos dizer também, que posteriormente, ele se arrependeu verdadeiramente de seus erros, buscou o perdão do mestre, foi cheio do Espírito Santo, e tornou-se após o pentecostes, em um dos maiores evangelistas que o mundo já viu. Seus sermões foram arrebatadores, a unção de Deus em sua vida, era tamanha, que até a sua sombra, realizava milagres.
No livro dos Atos dos apóstolos, encontra-se registrado, que o primeiro sermão de Pedro, rendeu quase três mil almas para Cristo. Depois de realizar sua missão, de arrebatar milhares de vidas do inferno e conduzi-las ao reino da luz, Pedro, por amor ao evangelho, foi sentenciado a morte e diz a história da Igreja, que se sentindo indigno, de ser crucificado como Jesus, expressou: ‘Crucifiquem-me de cabeça para baixo, pois não sou digno de morrer como meu Mestre’. Mataram-no, mas não puderam calar a sua voz, nem seu exemplo, pois até nos dias de hoje, o seu testemunho fala.
Portanto, se temos nos assentado junto ao fogo, e estamos longe da cruz, levantemo-nos da falsa segurança, assumamo-nos ao lado do Senhor, a bandeira do evangelho, pois aí, é o nosso verdadeiro lugar. Deus nos ajude.
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
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