O bom pastor


| Tempo de leitura: 3 min
A boa notícia que a Palavra de Deus nos oferece neste domingo, o quarto domingo da Páscoa, é a certeza da ação do ‘bom pastor’ dentro da nossa vida. Vamos às sagradas escrituras reservadas para hoje: Atos dos Apóstolos 4 (Primeira Leitura), 1ª Carta de João 3 (Segunda Leitura) e João 10 (Evangelho).
 
Primeira Leitura — Atos dos Apóstolos 4: Depois de ter curado um homem coxo desde o nascimento Pedro, junto a João, discursa. Aí chegam chefes para prendê-los. A leitura começa com a resposta de Pedro à esses: “esta cura foi feita ‘no nome de Jesus que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos’. Os chefes do povo de Israel são comparados a construtores que, de posse de pedra com formato especial e que não fazia parte de seu projeto, temem que possa desestabilizar a casa e a rejeitam. Para Deus, ao contrário, a pedra era sólida. A retoma e coloca como fundamento do edifício. 
A afirmação do salmo é espécie de analogia do que aconteceu com Jesus. Por sua mensagem nova e revolucionária a respeito de Deus e do homem, foi considerado perigoso, e excluído da comunidade. Pedro afirma que Jesus não se limita a oferecer salvação espiritual. A cura do coxo foi somente sinal da salvação total que ele comunica. Da mesma forma que o Mestre, também nossas comunidades devem dedicar-se à solução de todas as necessidades do ser humano.
 
Segunda Leitura — 1ª Carta de João 3: A vida de Deus que o cristão recebe no Batismo é realidade espiritual e misteriosa. O primeiro versículo afirma que, antes de tudo, a vida divina é dom gratuito do Pai que não pode ser verificada através dos sentidos, mas a sua presença não pode passar despercebida, porque produz sinais evidentes que todos podem constatar.
A segunda parte lembra verdade muito confortadora: o Pai não espera o dia de nossa morte para comunicar-nos a vida divina; no-la transmite já. Quando virmos Deus como ele é, quando formos semelhantes a ele, então perceberemos também quem somos nós, agora. 
 
Evangelho — João 10: Este é ‘o domingo do Bom Pastor’. O próprio Deus é comparado a pastor que guia, defende e alimenta seu povo, ‘carrega os cordeiros nas dobras do seu manto e conduz lentamente as ovelhas que amamentam.” É apresentado como o que vai em busca da ovelhas desgarrada. 
Para o evangelista João, pastor não é aquele que acaricia suavemente a ovelha ferida, mas lutador que, ao preço da própria vida, enfrenta todos os perigos por seu rebanho. 
A figura do ‘Bom Pastor’ não diz respeito somente aos que são constituídos autoridades na Igreja, mas a todos os cristãos. Todos os que querem ser discípulos de Jesus devem sentir-se unidos à sua generosidade incondicional, não podem fazer contas, não podem ficar calculando até onde chegam suas obrigações: deixam-se conduzir pelo amor e é bastante. Quem age somente para manter-se fiel a uma lei, para ter recompensa, ou para não ser punido, não entendeu o que seja o amor 
A primeira parte do evangelho esclarece o que significa para Jesus e a seus discípulos, viver como ‘verdadeiro pastor’. A segunda parte retoma a afirmação de Jesus: ‘Eu sou o verdadeiro pastor’ e especifica quem são os que fazem parte do rebanho. 
Não se trata de grupo de eleitos, mas de todos os homens. Mesmo aqueles que ainda não conseguiram reconhecer a sua voz um dia a seguirão, ‘até que haja um só rebanho e um só pastor’. O zelo dos discípulos de Cristo, portanto, deve ser estendido a todos os homens, para que todos possam fazer a experiência da salvação. 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários